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Tão longe e tão perto

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Khalil RouasFoi na Convenção Europeia de Minibásquete que conheci Khalil Rouas. Ficamos sentados na mesma mesa e havendo interesses comuns a conversa tornou-se fluida e agradável. O Khalil teve a amabilidade de elogiar a minha apresentação no “clinic” realizado durante a convenção

e falou-me da eventual possibilidade e eu ir a Marrocos. Nesse momento eu referi que realmente estávamos tão perto e tão longe. Na verdade o desconhecimento mútuo das nossas realidades é muito grande. Curiosamente para nós portuguesas depois da Espanha não há outro país tão próximo de Portugal. Foi assim que surgiu a ideia desta entrevista, tendo como principal objectivo tentar aproximar os dois países e dar a conhecer a realidade do minibásquete em Marrocos.


Antes de mais gostaríamos que nos falasse um pouco sobre como nasceu a tua ligação ao basquetebol e quais são actualmente as tuas funções na Real Federação Marroquina de Basquetebol?
Minha ligação ao basquetebol nasceu numa Escola de Minibásquete num centro da juventude em Tânger quando eu tinha 11 anos de idade. A experiência foi tão enriquecedora que me “viciou” tanto, que continuei a jogar e adorar jogar basquetebol. Um dia, um dirigente do clube “Tangérois Banque Populaire”, actualmente IRT Tanger viu-me jogar aos 13 anos de idade convidou-me para jogar no seu clube.

Comecei então a subir de escalão dentro deste clube até chegar aos seniores. Como queria ser treinador fiz o meu curso do ensino superior no Instituto de Desporto em Rabat, com a especialização em basquetebol.

Actualmente sou Director do Programa Nacional de Minibásquete da Real Federação Marroquina de Basquetebol e também exerço o cargo de Director Desportivo da Selecção Nacional.

Khalil depois da sua apresentação na convenção, ficamos a saber que Marrocos está a fazer um grande investimento no Minibásquete. Que razões levaram a essa aposta tão forte?
Todos os membros da Federação e, especialmente os treinadores da coordenação técnica nacional compreenderam que os números eram assustadores, comparando o número de praticantes de minibásquete com o número de seniores existentes em Marrocos. A pirâmide estava profundamente invertida. se comparação com as categorias de idosos e jovens.Nesse momento nasceu a decisão e o conceito de "Back to the Future". Era necessário investir no futuro.

Quantos habitantes tem Marrocos? Há quanto tempo começaram com o vosso programa de desenvolvimento do minibásquete? Quantos minis tinham quando o programa começou e quantos tem actualmente?
No início do programa, há 6 anos estavam inscritos na Federação precisamente 1.045 praticante de minibásquete. Embora fosse notório que os clubes faziam ou grande esforço para envolver mais jovens percebemos que isso não era suficiente.

Com o Programa Nacional Minibásquete e os acordo assinados com outras federações, o minibásquete desfruta actualmente de grande popularidade e sucesso, principalmente através de eventos como simpósios, festivais e convívios de minibásquete, com o envolvimento da maioria dos clubes. Actualmente estamos já muito próximos dos 6000 praticantes de minibásquete.

Marrocos tem uma área de 446 550 km² (densidade de 70,92 hab./km²). A população da Marrocos, segundo o último censo é de 32.309.239  habitantes.

Quais são suas maiores dificuldades no programa?
Para dizer a verdade, não há grandes dificuldades, porque quando se trata de crianças e da sua educação, sentimos que todos se estão envolvendo e fazendo esforços.

Gostaria de encorajar a aproximação entre Portugal e Marrocos através da troca de participação em eventos e torneios minibásquete?
Gostaria de estar na origem desta reaproximação entre Marrocos e Portugal através de intercâmbios de participação em eventos de formação para treinadores e torneios minibásquete. Existem todas as condições favoráveis para criar e construir relações entre as duas federações.

Qual a sua opinião sobre a forma como a convenção foi realizada em Matosinhos?
A convenção de Matosinhos foi realizada em muito boas condições e com um alto nível de organização. Os resultados do último dia e especialmente a foto da grande família com 1200 crianças, pais, treinadores e professores com a presença dos líderes da FIBA e o IBF são a prova do sucesso deste grande evento.

É claro que fiquei muito feliz e honrado por estar presente nesta Convenção Europeia e representar o Marrocos e a África e quero agradecer novamente ao IBF, à FIBA Europa e, claro, à Federação Portuguesa de Basquetebol pelo acolhimento e hospitalidade.

 

 


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