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Os "mercenários do desporto"

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altRui Valente venceu no passado ano as eleições para o conselho de arbitragem. Assim, até 2014 estará à frente da arbitragem portuguesa.

O Planeta Basket foi ao seu encontro para saber o como o Presidente do Conselho de Arbitragem viu 2010, o que espera de 2011 e o que pensa acerca da um dos principais problemas da arbitragem portuguesa: A falta de árbitros.

Votos de boa sorte e bom trabalho para ele e para a equipa que o acompanha!


Em 2010 tomou posse um novo Conselho de Arbitragem por si liderado. Quais os objectivos para o mandato até 2014?
Por mais difícil que sejam de alcançar, para mais tendo em consideração as circunstâncias globais da actualidade, os objectivos essenciais de qualquer Conselho de Arbitragem terão de ser, por um lado, o aumento do número de juízes, manifestamente insuficiente e cada vez mais, face às alterações competitivas nas camadas mais jovens e às dificuldades crescentes para quem pretende abraçar a função e, por outro lado, a consolidação dos parâmetros de formação de juízes, que permitam elevar o nível médio da qualidade da arbitragem nacional, repercutindo-se no presente mas assegurando o futuro nessa matéria.

O presente é realmente muito importante em qualquer actividade, mas porque o dia de hoje amanhã já é passado, quem não trabalhar sistematicamente numa perspectiva de futuro, está a ser meramente egoísta para defender o seu lugar e não alguém que gosta verdadeiramente da missão para a qual foi eleito.

Como pretende este Conselho de Arbitragem lutar contra a falta de árbitros em Portugal?
Cá estamos a falar da falta de árbitros... Que eu veja e de uma forma simplista, para que todos facilmente compreendam, "ganhar" para a arbitragem pessoas que gostem da modalidade, em especial ex-jogadores que não vinguem nessa função, só se conseguirá se for minimamente motivador e aliciante ser juiz de Basquetebol em Portugal, o que não parece ser o caso actualmente e contra o qual teremos então de lutar...

Como...? Credibilizando a função do juiz, como uma forma digna de participar no jogo em integração com os restantes agentes da modalidade e não colocando-o sistematicamente numa "prateleira" à parte e, muito concretamente, não lhe criando dificuldades iniciais consecutivas, que levam a uma percentagem elevadíssima de abandono logo no primeiro ano de actividade, tais como a falta de acompanhamento, a incompreensão e pressão de muitos treinadores, de dirigentes e de pais nas competições das camadas mais jovens, a falta de segurança, a necessidade de grande disponibilidade, o problema da fiscalidade ou o habitual atraso nos pagamentos...

Ou seja, temos muito pouco para dar e muito a exigir, mas isso não me impede de dizer, com toda a convicção, que ser juiz é gostar muito da modalidade e é participar nela de uma forma reguladora e missionária, trabalhando capacidades pessoais muito importantes, como a liderança ou a justiça. Por isso, cá os esperamos de braços abertos, principalmente aos mais cépticos em relação à arbitragem, para lhes demonstrarmos que, ao conhecerem-nos, vão entender que a realidade não é a que imaginam...

Há é que entender que nem todos os árbitros são exemplares, aliás como em qualquer outra função na modalidade ou na vida do dia a dia, pois os melhores e os piores, os mais competentes ou os menos, encontram-se em qualquer actividade... Porque haveria, então, de ser diferente na arbitragem...?
 
O melhor e o pior de 2010 para a arbitragem?
O melhor terá sido a grande consolidação da nossa arbitragem a nível internacional, com participações nas mais importantes competições internacionais de clubes e de selecções nacionais, numa demonstração inequívoca da sua qualidade e competência e na senda do que já se verificara em 2009 e igualmente a convicção que a arbitragem da nossa modalidade é seguramente uma salvaguarda da verdade desportiva, que é o mais importante em qualquer desporto, independentemente dos erros normais que se cometem aqui ou acolá.

O pior será a forma como os árbitros continuam a ser vistos por muitos outros agentes da modalidade, como se fossem os "mercenários do desporto", não entendendo essas pessoas a dificuldade, a nobreza e os sacrifícios desta função e também a incompreensível injustiça criada por muito recente despacho governamental, relativamente à fiscalidade sobre os juízes, distinguindo-os pela idade e não percebendo que um serviço prestado deve ser tributado de igual modo, independentemente de se ter 20, 40 ou 60 anos de idade.
 
Quais os objectivos/planos do Conselho de Arbitragem para este ano que está a começar?
Tudo o que possa ser dito será sempre algo recorrente do respondido às perguntas anteriores... Por isso, pretenderemos trabalhar com máxima motivação, pese embora todas as contrariedades reais existentes, aumentar o número de juízes, detectar talentos, corresponder aos níveis de formação exigíveis e implementar programas formativos especiais, promover a aproximação com os outros agentes da modalidade e salvaguardar em cada competição a verdade desportiva. E, naturalmente, assegurar o futuro, ainda que o mesmo possa não passar por nós!

 

 


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