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Congregar comissões de pais

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altDiversos são os artigos que publiquei neste site em que realço o trabalho e envolvimento dos pais e reconhecimento, que estes tem pelo valor do basquetebol.

Ao ler o excelente conjunto de respostas da Comissão de pais do Beira-Mar às minhas perguntas veio-me à memória um texto publicado em Fevereiro de 2009 com o título “Os pais e as mães são a floresta”, escrito na sequência de um excelente artigo de Helena Lozano, mãe praticantes de basquetebol.

Escrevi nesse texto, “ há uma tendência enorme para as generalizações, para tomar a parte pelo todo. Pelo facto, muitas vezes extremamente desagradável, de um pai ou uma mãe terem intervenções, principalmente durante as situações de jogos, que no mínimo são questionáveis, há a tendência para se tomar a árvore pela floresta.”

Li com enorme interesse a respostas dos membros da Comissão de pais do Beira-Mar, vou no entanto realçar duas que me chamaram particularmente a atenção. “Procurávamos um desporto (…) e a premissa base era que não fosse futebol” e “Criar um organismo que congregue todas as comissões de pais” foram duas frases que despertaram a minha curiosidade. No primeiro caso, porque defendo que o minibásquete, tem de se afirmar pelos valores e pela diferença, nomeadamente aos comportamentos observáveis no universo do futebol. No segundo caso porque, embora me pareça um sonho difícil, posto de pé, seria certamente um forte contributo, para que as entidades oficiais, se preocupassem verdadeiramente com um projecto para as primeiras etapas da formação desportiva.

Espero que esta entrevista agrade os leitores deste site, como me deliciaram a mim, pois as respostas deste conjunto de pais, veio reforçar as minhas convicções, de que os pais são imprescindíveis neste processo e nunca devemos tomar a parte pelo todo.


Como e desde quando é que foi formada a Comissão de pais do Beira-Mar?

Basílio: Na época transacta, tornando oficial o envolvimento de um grupo de pais. Os restantes pais deste ano, não sabem responder a esta pergunta…
 
Por experiência sabemos que estas comissões não são entidades estanques, sabemos que quando se torna necessário há mais pais envolvidos, mas que normalmente existe sempre um núcleo mais activo. Quem são os pais que constituem esse núcleo mais activo, gostaríamos que nos dissessem de forma breve os vossos nomes e nos contassem qual é que é a vossa ligação à modalidade?

Joaquim: O meu nome é Joaquim Oliveira e a ligação à modalidade foi feita através da minha filha que é atleta Mini-10. E também sou sócio do clube há vários anos.

Ernestina Lourenço: Sou casada com um jogador de basquetebol situação que me fez despertar o interesse pela modalidade, que entretanto se mostra a favorita do meu filho com 8 anos.

Basílio Pinto: Sou simpatizante da modalidade.

Ricardo Ribeiro: A minha/nossa ligação ao Beira Mar e ao Basket é completamente fortuita. Procurávamos um desporto de equipa para o Pedro Nuno praticar e cuja premissa base era que não fosse futebol... Ele parecia ter algum gosto pelo basket e a nós parecia-nos ser um desporto bastante completo. Depois de assistir aos treinos dos miúdos, aos torneios (e a forma como são organizados) e ao gosto que se desenvolveu no Pedro Nuno pela modalidade, ficamos rendidos. Há um sem número de vantagens (que me vou escusar de enumerar) que o basket, nomeadamente o minibásquete, tem sobre qualquer outro desporto de equipa. Certo dia, e depois de ver o carinho que dirigentes e treinadores têm pelos pequenitos, assim como o empenho que colocam para que tudo funcione bem apesar dos parcos recursos disponíveis, disse em casa que, caso algum dia no Beira Mar precisassem de ajuda, tudo faria para colaborar. À laia de comentário, acrescento que com a vida profissional que tenho, é extremamente complicado - mas faço com toda a boa vontade e lá estarei a desdobrar-me sempre que possível. Quero com isto dizer que o facto de eu tentar dar uma mãozinha e colaborar quando posso se prende essencialmente à forma como dirigentes e treinadores cuidam, no sentido mais abrangente da palavra, da modalidade dentro do clube. Não havendo essa dinâmica, dedicação e empenho, não há comissão de pais que se desenvolva.

Diana: A minha ligação ao basquetebol surgiu unicamente do facto de o meu filho, desde tenra idade, ter revelado gosto pela modalidade e ser, desde os seus 5 anos, praticante de basquetebol. Foi ele próprio quem, tendo experimentado algumas modalidades, entre as quais o ténis, futsal e andebol, optou pelo basquetebol. Esse seu gosto acabou por contagiar os pais os quais, desde há algum tempo, não olham para o basquetebol unicamente como o desporto que, por casualidade, o seu filho pratica, mas numa perspectiva e com preocupações muito mais abrangentes ou globais, onde releva sobretudo o interesse geral da evolução nacional da modalidade em si.

Para que outros conheçam a vossa realidade, como é que se articula a vossa ligação à direcção da secção de basquetebol e aos treinadores do clube?

Joaquim: Nos dias de treinos, jogos e em reuniões periódicas.

Luís: Este processo é despoletado através de reuniões conjuntas, onde se definem estratégias a seguir, para traçar e alcançar objectivos.

Basílio: através de reuniões pontuais (quinzenais) e via e-mail.

Diana: A nossa ligação à direcção processa-se através de contactos e reuniões com o director para a modalidade e o coordenador técnico do minibásquete
         
Quais são dentro da secção de basquetebol as vossas tarefas?

Joaquim: Colaborar nas actividades de ajuda e angariação de fundos para secção de minibásquete .

Luís: Assegurar transporte, nos jogos que se fazem na qualidade de visitante. Quando o Beira-Mar se apresenta na condição de visitado, organizamos um pequeno bar, para angariação de fundos.

Basílio: dinamizar o bar e os convívios.

Diana: Angariação de fundos, nomeadamente através da obtenção de patrocínios e venda de “merchandising” (como bonés, t-shirts, etc), assim como venda de géneros alimentares a que procedemos aquando da organização, por parte do Beira-Mar, de convívios e torneios de minibásquete. Esses géneros alimentares são, geralmente, adquiridos ou confeccionados por nós próprios e por alguns outros pais, e gratuitamente cedidos, para comercialização, ao clube. Além disso, prestamos apoio logístico sempre que se realizam os ditos convívios/torneios.

Que iniciativas é que a comissão de pais organiza para angariar fundos, e como e onde é que esse dinheiro é aplicado?

Joaquim: Vendas de vários artigos relacionados com a modalidade e uma banca com comidas e bebidas oferecidas pelos pais. Dinheiro esse que depois é aplicado na compra de materiais para a secção. 

Luís: Para além do bar acima referido, temos em fase de execução, uma colecção de cromos que dará – assim é expectável – uma receita considerável para os cofres do minibásquete. A acrescer ao mencionado, existem alguns projectos na forja, que necessitam de algum tempo para amadurecer. Mas este, não é o momento de serem divulgados.

Basílio: Através da venda de merchandising, para a aquisição de produtos como o caso das novas tabelas.

Diana: A decisão sobre a aplicação das receitas obtidas é tomada, como pensamos que não poderia deixar de ser, através do voto de todos os pais, reunidos com elementos da Direcção e Coordenador da Formação. A ideia, geralmente, é aplicar as ditas receitas em material desportivo, como novas tabelas de basquetebol, ou em deslocações e/ou estadia dos atletas aquando de participação em jogos ou torneios a realizar em locais que sejam bastante distantes da sede do clube.

Como pais, qual é a vossa percepção do desenvolvimento do minibásquete na região de Aveiro e no país?

Joaquim: Na região Aveiro penso que se está a fazer um bom trabalho. No resto do pais não tenho grande conhecimento mas espero que sim.

Luís: A maioria dos Clubes de Aveiro é bem apetrechada em número de praticantes. Devo, no entanto, confessar que não tenho bases de comparação com outras épocas, zonas ou realidades.

Basílio: evoluiu devido aos esforços de coordenadores, treinadores e seccionistas.

Diana: Na minha opinião, e comparativamente com outras realidades de que tenho algum conhecimento, o distrito de Aveiro estará certamente entre os 2 ou 3 mais evoluídos do país, a nível do minibásquete. Isto, entre outros dados, é atestado pelo número de atletas, quantidade e regularidade dos convívios/torneios e do próprio número de equipas, várias delas de reconhecida qualidade, para a realidade do nosso país.

É também interessante verificar que, no distrito de Aveiro, e ao contrário do que muitas vezes sucede noutros distritos, abundam os clubes em que a sua única ou principal modalidade desportiva é precisamente o basquetebol.

Se olharmos porém para o cenário numa perspectiva internacional facilmente verificamos que há ainda muito trabalho a realizar e muitos aspectos a corrigir e/ou aperfeiçoar, pois estamos excessivamente distantes da qualidade existente noutros países, incluindo a nossa vizinha Espanha.

Ernestina: Na região de Aveiro em constante desenvolvimento e com potencial de crescimento. No país sente-se que é "tipico de algumas regiões, pouco divulgada nos media situação que poderia originar uma mais-valia para a modalidade.

Agora uma vivência que sabemos que foi um sucesso, quantos pais acompanharam na última época as equipas de mini ao torneio de Valença e como foi possível mobilizar tantos pais?

Basílio: segundo uma estimativa foram cerca de 90% dos pais das equipas dos Sub10 e Sub12. Isto foi possível graças ao esforço e organização, competência e coordenação entre comissão de pais e quadros técnicos. Em reunião geral com os pais foi apresentada a ideia, abriram-se inscrições e combinaram-se os transportes. Praticamente esgotámos os quartos todos de um Hotel em Valença. Para além do apoio que dávamos às equipas na bancada, tivemos oportunidade de passear pela região de Valença e de conviver com uns com os outros. A colaboração dos restantes Pais é posterior a esta actividade.

Agora uma curiosidade será que esta vivência de trabalho benévolo em prole da formação dos vossos filhos permitiu o surgimento de novas amizades entre os pais dos minis?

Joaquim: Claro que sim.

Luís: Sem dúvida. O facto de nos juntarmos periodicamente, em torno de um objectivo comum, permitiu, em pouco espaço de tempo, que se organizassem outros encontros, extra-basquete. Em traços gerais, esta vivência abriu, a cada um de nós, um leque mais vasto de conhecimentos pessoais e até, sem exagero, criou novas amizades.

Ernestina: A experiência potencia o relacionamento interpessoal dos pais, há muita partilha de opiniões e sente-se o espírito de uma equipa que habitualmente está na bancada.

Basílio: Entre alguns isso foi possível verificar-se.

Diana: Sim, até porque sempre que as pessoas trabalham, em conjunto, em prol do bem comum, é natural que acabem por surgir algumas amizades, o que naturalmente enriquece ainda mais este tipo de vivência.

Finalizamos como habitualmente pensem numa pergunta que gostariam que vos fosse feita expressem-na e digam qual seria a vossa resposta.

Joaquim: Se gostaríamos de ter mais locais para treinar com melhores condições? Em Aveiro há falta de espaços para prática da modalidade. (fazia falta um pavilhão multiusos).

Luís: Será pertinente, criar um organismo que congregue todas as comissões de pais do distrito de Aveiro, que faça ouvir a sua voz junto das entidades políticas da região?
Na minha opinião, sim. Não será uma tarefa fácil, dado o carácter amador, que nos norteia. No entanto, todos os núcleos de comissões de pais terão, sem qualquer tipo de dúvida, problemas comuns (que não só financeiros), que se poderão tentar resolver, a uma só voz, junto das entidades competentes. Assim exposto, parece bastante vago. No entanto, se houver feed-back das outras equipas, julgo que a comissão de Pais dos jogadores de minibasquete do Beira-Mar estará disposta a iniciar tal movimento, que poderá trazer alguns benefícios para os nossos jovens praticantes.

Basílio: Valeu a pena? Vale sempre a pena, especialmente quando temos para dar aos nossos filhos uma oportunidade de trabalhar e conviver com elementos tão profissionais e sensatos como aqueles que este grande clube oferece.

 

Comentários 

 
+1 #7 Antonio Barbosa 11-02-2011 14:58
Num País tão dificil como o nosso, onde para além das crises onde o futebol leva tudo, é de louvar a vossa iniciativa e espero que contagie ainda mais outros a fazer o mesmo.A mim ja contagiou.
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+2 #6 Mário Batista 08-02-2011 22:32
Parabens ao excelente trabalho da comissão de Pais do Beira Mar,e que este Exemplo, venha a mobilizar Pais de outros Clubes para se unirem para contribuirem para um melhor Desenvolvimento do Minibasquete em Portugal ,pois o Minibasquete é constituido por Atletas,Treinad ores e Pais cada um com o seu Papel ,mas todos Fundamentais para a existência do Mini.
Não podia de deixar o meu Elogio ao Barzinho da Comissão de Pais que Têm á disposição dos Visitantes uns bolos Fabulosos e caseiros .
O Presidente do Comité Nacional de Minibasquete
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+4 #5 Ana Freire 08-02-2011 13:54
Grão a Grão...
que feliz me fez este artigo.
Tantos anos a batalhar e trabalhar para esta causa...
Parabéns malta , aos nossos e a todos.
Muito Obrigada
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+3 #4 Ana Pinto 08-02-2011 11:12
Uma das muitas coisas que o Minibásquete consegue fazer...juntar os pais e criar uma "familia" do Minibásquete.
Parabéns à Comissão de Pais do SC Beira Mar..Continuação de um excelente trabalho.
Felicidades
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+6 #3 Rui Gomes 08-02-2011 10:42
Parabéns aos Pais/Comissão de Pais que tanta importância tem na dinamização do Minibasquete do Beira-Mar.
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+3 #2 San Payo Araújo 08-02-2011 09:41
Palavra puxa palavra. Esta entrevista e o comentário do Rui em que agradece a todos os pais, aos da actual comissão e aos da comissão anterior, já me inspirou para um dos meus próximos artigos sobre este tema do envolvimento dos pais e até já sei o título: Passar o testemunho.
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+7 #1 Rui Pedro Nazário 08-02-2011 01:33
Não quero deixar de agradecer a todos os restantes Pais que sistemáticament e estão envolvidos nas actividades do Minibasquete do SC Beira-Mar e que não integram directamente este núcleo duro da Comissão de Pais. O grupo de Pais da época transacta, pioneiro na constituição da Comissão merece igualmente o nosso respeito e gratidão.
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