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Pela 2ª vez

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CRCQ Lombos sagrou-se campeão nacionalAo vencer o CAB Madeira por 62-61 no jogo 2 da final do play-off da Liga Feminina, o CRCQ Lombos sagrou-se campeão nacional fechando a série (2-0).

Três anos depois de ter inscrito pela 1ª vez (2010-11) o seu nome no ranking dos vencedores da prova máxima do calendário federativo feminino, o emblema de Carcavelos conquistou o seu 2º título nacional com justiça. Venceu a fase regular (16 vitórias e 4 derrotas) e no play-off fez 3 séries limpas (2-0), ao afastar sucessivamente o Algés, U. Sportiva e CAB Madeira.

Mas não foram favas contadas. O CAB Madeira tinha a estratégia bem pensada para forçar a negra. Bem tinha avisado Taj Mc Williams que deu mais um recital da arte de bem jogar, particularmente na 1ª metade. A hipótese de prolongamento esteve por um fio. Com 2,9 segundos para jogar (62-60 a favor dos Lombos) e já depois de Tierra Henderson ter desperdiçado 2 lances livres a 8,4 segundos do termo, foi a vez de a madeirense Maria João Correia ir para a linha de lance livre, ao ser travada em falta. Converteu a 1ª tentativa (62-61) mas não conseguiu ser igualmente eficaz na 2ª. O ressalto defensivo ficou na posse das anfitriãs e a buzina soou. O CRCQ Lombos era de novo campeão nacional.

No 1º quarto (20-18) a equipa de José Leite entrou melhor (6-2) mas a partir do momento em que acertou o seu 1º triplo (8-9), no minuto 4, por intermédio da base Mª João Correia, seguido da única bomba de Carolina Escórcio (8-12), no minuto 6, o CAB Madeira mostrou que tinha argumentos para lutar de igual para igual. Se a norte-americana Tierra Henderson dera o mote no arranque da partida, foi a vez da sua compatriota Tyrone Mosby imitar a sua companheira, marcando 2 duplos no minuto 10, com o segundo a fixar o resultado nos 10 minutos iniciais, num 2º lançamento depois de ganhar o ressalto ofensivo. Do lado madeirense era Taj Mc Williams (8 pontos) que liderava as suas companheiras.

No 2º período (12-18) e curiosamente com a sua líder no banco, onde esteve cerca de 3 minutos e meio (saiu à entrada do minuto 14, a seu pedido), dando a sensação de ter passado por alguma indisposição momentânea, o CAB Madeira através da mão quente de Carla Freitas (2 triplos no espaço de um minuto) disparou para 24-28 e 25-31. As anfitriãs, que chegaram a ter uma desvantagem de 7 pontos (27-36), com Schera Sampson a assumir as despesas por banda das madeirenses, o melhor que conseguiram foi com o único triplo de Tierra Henderson reduzir primeiro para 30-36, a expirar o minuto 19 e depois por intermédio de Felicité Mendes a 25 segundos do intervalo, num lançamento curto, a fixar o resultado ao intervalo (32-36).

No 3º quarto (18-14) foi a vez de Tyrone Mosby (10 pontos dos 19 com que terminou, convertidos neste parcial) assumir o protagonismo por banda das anfitriãs, que anteriormente tinha passado pelas mãos de Tierra Henderson. O rendimento de Tyrone foi em crescendo e não constituiu surpresa ter sido a MVP da partida, a par de melhor marcadora (19 pontos) e melhor ressaltadora (10 ressaltos). Mas não se pense que as pupilas de João Pedro Vieira deitaram logo a toalha ao chão. Nada disso. Como o seu eficaz tiro exterior a funcionar em pleno (Carla Freitas e Mª João Correia on-fire) as madeirenses fizeram primeiro um parcial de 0-8, disparando de 36-36 (minuto 23) para 36-44 (minuto 24). Decorridos três minutos a 4ª bomba de Carla Freitas recolocou a diferença em 8 pontos (42-50). A partir daí a dupla norte-americana (Tierra e Tyrone ) carregou com a equipa de Carcavelos , cabendo à experiente Mery Andrade empatar (50-50) a 7 segundos da buzina que assinalou os 30 minutos jogados.

O último período (12-11) foi discutido ao milímetro, com sucessivas alternâncias e algumas igualdades (52-52 e 54-54). À entrada do minuto 37 era o CAB Madeira que comandava (59-60). Até que Tyrone Mosby vira o resultado ao converter uma bomba (62-60). Com 1,33 minutos para jogar o técnico insular pede o seu último desconto de tempo mas o resultado não sofre alteração até à falta sofrida por Mª João Correia, que a levou para a linha de lance livre. Faltavam escassos 2,9 segundos para o termo. Como já dissemos, o melhor que a base madeirense conseguiu, foi reduzir para a diferença tangencial (62-61).

Resultado final:  CRCQ  Lombos  62-61 CAB Madeira

Destaque nas novas campeãs nacionais para a prestação da poste Tyrone Mosby, MVP do encontro (27,5 de valorização) ao fazer um duplo-duplo (19 pontos, 7/12 nos duplos, 1/4 nos triplos, 10 ressaltos sendo metade ofensivos, uma assistência, 4 roubos e uma falta provocada com 2/2 nos lances livres). Foi muito bem acompanhada por Tierra Henderson (21,5 de valorização) ao contabilizar 16 pontos, 6/8 nos duplos, 7 ressaltos sendo 2 ofensivos, 5 assistências, 5 roubos e 5 faltas provocadas. Seguiram-se-lhe Mery Andrade (12 pontos, 4 ressaltos sendo 1 ofensivo, 4 assistências, 2 roubos, 1 desarme de lançamento e 6 faltas provocadas com 2/4 nos lances livres), Sónia Reis (8 pontos, 6 ressaltos sendo 1 ofensivo, 4 assistências e uma falta provocada) e Felicité Mendes, muito forte defensivamente (3 ressaltos defensivos, uma assistência, 2 roubos e uma falta provocada).

No CAB Madeira a mais valiosa foi Taj Mc Williams (21,5 de valorização) que somou 13 pontos, 7 ressaltos defensivos, 3 assistências, 2 roubos, 1 desarme de lançamento e 7 faltas provocadas com 3/3 nos lances livres. Foi bem secundada por Schera Sampson (11 pontos, 5/7 nos duplos, 9 ressaltos defensivos, 1 roubo, 1 desarme de lançamento e duas faltas provocadas com 1/2 nos lances livres), Carla Freitas (16 pontos, 6/9 nos lançamentos de campo repartidos por 2/3 nos duplos e 4/6 nos triplos, 1 ressalto defensivo, uma assistência e uma falta provocada) e Mª João Correia (14 pontos, 2/4 nos triplos, 4 ressaltos defensivos, 4 assistências e duas faltas provocadas com 2/3 nos lances livres). Viu a sua valorização ser penalizada pelo número elevado de turnovers (8), mas aí também houve mérito das adversárias, ao roubarem muitas bolas (15).

O êxito do CRCQ Lombos deveu-se fundamentalmente à superioridade nas tabelas (35-32 ressaltos), nomeadamente na tabela ofensiva (13-3), por ter sido mais colectivo (15-12 assistências), por ter cometido menos erros (10-23 turnovers) e ainda por ter roubado mais bolas (15-3). Beneficiou portanto de mais posses de bola (67-48 lançamentos de campo tentados), ainda que tenha estado menos eficaz que o adversário, tanto nos duplos (46%-49%) como nos triplos (20%-54%).

O CAB Madeira por seu turno esteve certeiro no tiro exterior (excelentes 54%, com 7 triplos em 13 tentativas) e foi igualmente mais eficaz da linha de lance livre (42%-75%). Mas aqueles 23 turnovers eram um número proibido para quem queria forçar a negra.

Ficha de jogo
Pavilhão Desportivo dos Lombos, em Carcavelos

CRCQ Lombos (62) – Felicité Mendes (2), Tierra Henderson (16), Mery Andrade (12), Sónia Reis (8) e Tyrone Mosby (19); Maria Kostourkova, Inês Viana, Márcia Costa (2) e Filipa Bernardeco (3).

CAB Madeira (61) – Mª João Correia (14), Marta Bravo (2), Carolina Escórcio (5), Schera Sampson (11) e Taj Mc Williams (13); Carla Freitas (16) e Catarina Freitas

Por períodos: 20-18, 12-18, 18-14, 12-11

Árbitros: Sérgio Silva e José Gouveia

 

 


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