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O valor das referências

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Eliseu BejaPartindo do princípio de que referências se traduzem em modelo a seguir, é nosso propósito referenciar alguns mestres, e o percurso que lhes está subjacente,

como treinadores que emprestaram a sua competência e o seu saber, contribuindo de forma decisiva para a afirmação da modalidade no contexto desportivo nacional.

Temos procurado não nos acomodarmos no conforto da opinião, antes enfrentando um certo desconforto que a reflexão sempre poderá ocasionar, mas convictamente, nos tem ajudado ao nosso crescimento e desenvolvimento.

Ocorre esta partilha/reflexão, num momento em que o nível da prática do jogo  aparenta não atravessar um bom momento, relativamente aos escalões de formação, particularmente no setor masculino - a próxima Festa do Basquetebol provavelmente o confirmará.

Razão pela qual nos lembrámos dos companheiros treinadores que mais diretamente trabalham com essas faixas etárias, sugerindo alguma recolha/investigação sobre as matérias/conteúdos disponibilizados por alguns mestres; afinal, as nossas, as tais referências que passamos a indicar:

Teotónio Lima - "O maior de todos nós, treinadores" -, assim se expressou relativamente a ele, outro mestre, Hermínio Barreto - um enorme expoente de competência -, Mário Lemos - quanto o minibasquete lhe deve -, José Esteves - um elevado vulto de competência -, Jorge Araújo - grande, enorme a transmitir competência -, Olímpio Coelho - personificando a grandeza em duas facetas: treinador e pedagogo, justificadamente o grande delfim do maior de todos nós -, Jorge Adelino Soares - "só" o autor da Bíblia: "As coisas simples do basquetebol"-, Mário Barros - a maestria das coisas do tabuleiro e do espaço -, Adriano Baganha - profundo conhecedor do jogo -, Carlos Bio - a dedicação, o amor e a competência na ligação entre o mini e os sub-14 -, João Oliveira - exemplo de como se chega da irreverência à inovação e à competência -, Carlos Gouveia-Orlando Simões-Francisco Gradeço - desculpem, os três de uma assentada, mas porque de forma competente se complementam e harmonizam no mesmo espaço geográfico -, Carlos Teigas - de forma competente, a serena voz de comando -, Eliseu Beja - criador e dinamizador da RNCZFormação/ENB, a sua "menina dos olhos", pequeno fisicamente mas gigante na defesa de princípios e de valores, outro dos delfins do maior de todos nós -, Manuel Campos - exímio mestre na arte da "dança" (trabalho de pés) -, Mário Silva - vezes quantas apelidado de "desalinhado", mas competente e apaixonado pelo Boby Night -, Luís Silveira - quantas lutas de estratégia e de tabuleiro -, Zeca Macedo - um mestre na "oficina de fabrico" de jogadores.

Terminado este desfile, outros mais mestres e companheiros aqui poderiam ser indicados como referências, mas não haveria espaço e, afinal, mesmo que um ou outro aqui não esteja, eles saberão desculpar, porque terão certamente consciência  do contributo dado à modalidade. E pela nossa parte, só poderemos falar daquilo que sabemos, daquilo que vivenciámos e como também não somos infalíveis...

Reservámos, isso sim, um espaço e um cantinho especial para alguém que nos é muito querido, dedicado a um ex-jogador nosso que amanhã completa a bonita idade de 50 anos. Referimo-nos a Paulo Sérgio Reis Álvaro, oriundo das escolas do Barreirense e que um dia, em boa hora, chegou ao Imortal de Albufeira.

Uma referência, grande referência, porquanto Paulo Sérgio com a inteligência motora que evidenciava, aliada a bons atributos de natureza técnica, afirmava-se no jogo, mais do que com talento, com excelência,  numa exemplar expressão corporal e com uma espantosa visão do espaço e da distância.

Enquanto seu treinador, em muito me ajudou a encontrar o caminho de que "Saber treinar, aprende-se" - afinal, título de uma das obras do maior de todos nós -. Com o Paulo Sérgio e por causa dele em grande parte, desculpar-me-ão a imodéstia,  criámos e desenvolvemos este axioma muito útil na nossa vida de treinador, e que um dia, numa das nossas muito participadas e proveitosas reuniões da RNCZFormação, mereceu do chefe Eliseu Beja um comentário elogioso, do estilo: "Sim, muito bem, diz lá isso outra vez?!"

Tão simples quanto isto: "O programa, a planificação exige, o treinador indica e o atleta cumpre!" Mas, atenção, com um estilo de liderança da equipa participativo, que gerava compromisso e uma grande nobreza de carácter. E o compromisso permanece: decorridos 16 anos, ainda nos vamos encontrando regularmente em ameno e saudável convívio. E isso, porque, não obstante o ganhar ou o perder - e realmente ganhámos alguma coisa -, mas a favor ou contra, a ética deverá governar a razão.

E o valor das referências terá tanto maior significado, quanto decisivo se torna levarmos em linha de conta a necessidade urgente de, cada um de nós, ajustar a agulha da bússola por esse célebre ditado irlandês: "Antes de saber para onde vamos, devemos primeiro de saber onde estamos".

Enquanto na condição de treinadores, se as referências puderem contribuir, em convergência, para mais e melhor basquetebol, terá valido a pena algum esforço para coerentemente nos situarmos no mundo basquetebolístico que nos rodeia.

Foi suportado nas referências enunciadas, correspondendo ao convite da FPB, que nos atrevemos a apresentar no Forum Basquetebol Primeiro, realizado em Coimbra, em Julho último, uma comunicação subordinada ao tema: "Valorizar o praticante e o nível da prática do jogo". Sem desenvolvimento - talvez porque viciados em brandos costumes, sem fazermos o que tem de ser feito...-,  continua a sugestão, na altura apresentada, relativamente à institucionalização da função de coordenador técnico em cada um dos clubes.

Quanto a nós, tarefa absolutamente decisiva para a melhoria da qualidade do praticante e do nível da prática do jogo, porque o que se deverá desenvolver em cada um dos escalões etários é de aprendizagem cumulativa e terá de obedecer a um fio condutor, para, só assim, termos jogadores, equipa e jogo com qualidade!

Será também com base nas mesmas referências, respeitando naturalmente os conteúdos/orientações da ENB, que no próximo sábado, desenvolveremos a ACFormação, destinada a formandos/estagiários do Curso de Grau I - Algarve 2015, abordando o tema: "Preparação e direção do jogo", que esperamos possa corresponder às legítimas expetativas, justificando o humilde contributo do formador.

Enquanto pudermos andar nestas andanças continuaremos a "ir a jogo"- com referências, porque valorativas!

Tão valorativas, porque imensamente grato aos mestres que, ao longo do percurso que já vai longo, nos proporcionaram, como resultante dos conhecimentos adquiridos, um maior equilíbrio emocional, um melhor bem estar e uma melhor relação com os outros.

Voltaremos a "ir a jogo" em 28 de Janeiro, com a abordagem do tema: "Como liderar uma equipa".

Até lá, e bom Basket!

 

 


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