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Heaven can wait

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FracoBom 

altEstá de parabéns a Federação Portuguesa de Basquetebol, que recebeu o "Gold Certificate of Honor" da FIBA, para assinalar o reconhecimento pelo "progresso extraordinário do basquetebol feminino jovem no período entre 2014 e 2017”.

Este reconhecimento internacional deveria fazer questionar todos aqueles, que apregoam incessantemente, que a modalidade está pelas ruas da amargura, como se alguma vez o nosso basquetebol tivesse tido uma grande projecção internacional. Como já mencionei no meu artigo de 18 Novembro 2014 “Saudosismo à Portuguesa” e como escreveu Miguel Esteves Cardoso numa das suas crónicas: “A nossa especialidade é a saudade do que não aconteceu (sobretudo do que ainda não aconteceu e do que provavelmente jamais acontecerá). (…) “Para a nostalgia ser bem feita é preciso, primeiro, fabricar-se um passado à altura. É essa a especialidade portuguesa…”

Não alinho nestes saudosismos, nem alinho com aqueles que apenas conseguem ver e falar sobre o que está mal no basquetebol nacional, contudo também não embandeiro em arco triunfal as vitórias e sucessos da nossa modalidade. Por um conjunto de razões, entre as quais estão o facto de ter sido o responsável federativo durante 16 anos hesitei muito em escrever este artigo, que espero que não seja encarado como uma crítica, mas apenas como um alerta.

Se por um lado fiquei muito contente com o galardão obtido, por outro lado não deixei de reparar, que nas diversas manifestações de satisfação, que fui lendo e ouvindo por parte de responsáveis federativos, não ter havido uma única referência ao que se passou no minibásquete na última década e meia, pois todos sabemos, mas muitas das vezes não nos lembramos, que formar jogadores é um longo e moroso processo. No fundo, se calhar não devia estranhar assim tanto, pois na última Assembleia Geral da FPB, ouvi muitas intervenções e discursos, mas não ouvi uma única palavra sobre o minibásquete.

Neste reconhecimento internacional estão de parabéns, para além dos centros de treino e seleccionadores nacionais das categorias de formação, principalmente os clubes, pois são eles os grande obreiros da grande maioria das actividades para o minibásquete. Estão de parabéns, entre outras iniciativas, o circuito Ticha Penicheiro estimulado pelo Cesar Castro e outras actividades do minibásquete, sobre as quais não me vou aqui alongar. No entanto seria interessante saber quantas jovens, e são em número elevado, que jogam actualmente na liga feminina. ganharam ou consolidaram o gosto pela modalidade nos jamborees e mais recentemente na Festa do Minibásquete em Paços de Ferreira. 

Ao sermos vice-campeões da Europa nos Sub-16 femininos ficámos perto do céu, mas se não dermos verdadeiramente importância e prioridade ao minibásquete, como diz o título da comédia do Ernst Lubitsch, filme 1943 que teve o seu “remake” num filme de Warren Beatty de 1978, o céu pode esperar.

Sei que em termos financeiros, a FPB ainda não vive num mar de rosas, mas agora que está um pouco mais desafogada, e que se aproxima o final deste mandato, e que fique claro não estou a falar de mim, pois o meu filme na FPB por opção própria já terminou, estava se calhar na hora de demonstrar de forma inequívoca e não apenas em palavras, que o minibásquete é uma prioridade federativa, requisitando um treinador a tempo inteiro. De outro modo, e se tiver a felicidade de viver mais uns tantos anos, cá estarei para confirmar, que o céu pode esperar.

 

 


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