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O embrulho

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FracoBom 

O embrulhoSempre que possível tento não reagir a quente, tento deixar que passe algum tempo e entusiasmo, para depois com calma  abordar o que vai acontecendo. Se por um lado às vezes se perde o sentido da oportunidade,

por outro lado permite-nos olhar para as coisas eventualmente com um pouco mais objectividade. Vem esta introdução a propósito da pompa e circunstância como foi anunciado pela Federação no Comité Olímpico Português o projecto do NBA Junior.

O impacto, mesmo alarido que houve nos órgãos de comunicação social em torno deste projecto foi algo que me fez no mínimo reflectir, pois não fiquei a saber rigorosamente nada, sobre quem vai coordenar esse projecto, quais as fontes do seu financiamento, que escolas vão aderir, é por convite, por selecção, ou por inscrição livre, quem vão ser os professores/treinadores das equipas das escolas inscritas, quantos treinos semanais vão ter as equipas, esta iniciativa é aberta a praticantes federados, ou visa o alargamento do número de praticantes, em que dias, a que horas e em que espaços vai decorrer a competição, quem vai arbitrar os jogos?

Não consegui em lado nenhum descortinar qualquer informação sobre estas e outras questões que ainda poderia acrescentar, como, por exemplo, vai haver formação para os professores/treinadores envolvidos neste projecto?

Curiosamente de uma forma não coordenada e articulada pela federação, conheço por esse país fora algumas iniciativas e tentativas de projectos que visam promover o basquetebol nas escolas. A que conheço mais estruturada é a promovida pela Associação High-Play com o apoio da Câmara de Gaia e que este ano contou igualmente com o apoio da Liga Espanhola Endesa. O MCBA  é um projecto já estruturado,  que até já ganhou um prémio do IPDJ, e que não tem merecido atenção nem por parte do universo do basquetebol, nem dos órgãos de comunicação social.

Vivemos tempos em que se dá muito mais importância à forma do que ao conteúdo, não há nenhuma informação sobre quais vão ser os conteúdos e como vai estar estruturado o NBA – Junior, mas bastou aparecerem no embrulho três letras, NBA, e logo meio mundo noticiou este projecto.

Para bem da modalidade gostaria que este projecto seja bem-sucedido, mas até ver, espero que não se fique pelo embrulho.

 

Comentários 

 
+4 #3 João Lima 21-06-2017 14:00
À semelhança deste embrulho, provavelmente estará outro na forja (3x3), onde ao que parece países como o Srii Lanka, Bangladesh, Turkmenistão,e Andorra já estão em andamento com este formato, participando inclusivé alguns dos citados no campeonato do mundo que decorre neste momento. A base de compromisso terá obrigatoriament e de ser feita com todos (sem exceção) pois só a partir da "discussão alargada" poderemos encontrar algum caminho.Existem projetos por este país fora que movimentam mais jovens do que o Jr NBA. Como o San Payo refere urge apresentar o caminho para a operacionalizaç ão deste projeto ou ficará no segredo dos deuses e vai decorrendo aos soluços "embrulhados"?
Não estará na altura de rentabilizar o investimento feito de ambas as partes (FPB e Treinadores) nos cursos de treinadores, para os envolver e responsabilizar na condução a bom porto deste e outros projetos que possam ser estruturantes da modalidade em Portugal?
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+4 #2 Humberto Gomes 21-06-2017 07:43
Em tempo, e apenas para esclarecer que,quando nos referimos a EMBRULHAR competências, é no sentido de não serem aproveitadas competências com currículo e qualificação, justificando o investimento feito na formação de treinadores com o Grau III, por exemplo. Por outro lado, a opção, qual moda ou mal endémico, tem sido a FORMA em gastar milhares e milhares de euros, com as equipas a percorrerem milhares e milhares de kms,com show-off à mistura, em fazer disputar fases finais de escalões de formação, e não com um modelo e CONTEÚDOS que melhor sirva os jogadores- mola essencial para o desenvolvimento -.
Por isso, como refere o San Payo, é que não tem sido devidamente aproveitado o projeto da Assoç Hig-Play. Ainda por cima, se conta com o apoio da Liga Espanhola Endesa. Nivelar por baixo, é mais cómodo e não dá tanto trabalho com o que mais interessa-os CONTEÚDOS-. Só que não programar ou programar mal, corresponderá, inevitávelmente , a programar o ...fracasso- Uma infelizmência !
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+2 #1 Humberto Gomes 21-06-2017 07:09
Caro San Payo: Se me permites, subscrevo por baixo o conteúdo deste teu artigo. E, querendo continuar a não ser nem cego, nem surdo e, em função do que vai ocorrendo, também a não ser mudo, aqui vão duas linhas para tentar encontrar algum eco. Sim, porque uma classe de treinadores que terá de ser organizada e consciente não pode permitir desaforos desta natureza. Tal como não ter voz, quando se muda a bola indicada, através de comunicº, por uma outra a título de patacos?.Assim como não lançar o alerta e pedir explicações sobre com que atrevimento-por parte de gente com responsabilidad es(?) técnicas na FPB- se permite violar o que está regulamentado e defender-se zona, de um lado 1:2:2 e 1:3.1 e do outro 2:3, por exemplo. Será assim que :"encontraremos algum caminho, com uma base de compromisso"?-afirmação do DTN !- Vão continuar a ser estes os compromissos?Para, cada vez mais, se EMBRULHAR a competência e nos situarmos à beira do...abismo??? Alô, é da FPB : isto, o que é???
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