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O escalão Sub-20

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O escalão Sub-20No trajecto de um jovem jogador, a sua progressão em termos de escalões é importante, não só para o desenvolvimento das capacidades físicas, técnicas/tácticas, mentais mas também as faixas etárias no qual se deve enquadrar.

No artigo passado referi que devia-se repensar os escalões no basquetebol português, que deviam ser introduzidos o escalão de sub15 e sub17, à semelhança que acontece em alguns países.

As Festas do Basquetebol não deveriam ser para sub14 e sub16 mas sim para sub13 e sub15, até porque os jogadores que são sub14 e sub16 já têm o seu espaço natural nos seus clubes, muito por serem já de 2º ano do escalão a que pertencem.

Sendo assim, hoje trago um tema que foi referido à pouco tempo pela federação portuguesa de basquetebol, o escalão de sub20.

Repensar o nosso basquetebol é um exercício que requer analisar tanto o base da pirâmide como o seu top e, quando se terminou com o escalão de sub20, esse exercício não teve a devida ponderação.

A extinção deste escalão só poderia ter acontecido com uma outra medida ao mesmo tempo, e esse medida seria uma aposta grande no basquetebol universitário, em colaboração com a federação portuguesa de basquetebol.

Esta colaboração deveria salvaguardar alguns lugares na equipa para atletas que não estivessem na universidade mas que desejariam continuar a jogar, de modo a que não se perdesse a quantidade de jogadores que se perdeu.

Caso esta colaboração não tenha sido feita (que não foi), o fim do escalão de sub20 só veio ainda agravar mais a cada vez mais falta de jogadores nos escalões seniores, visto que quando um jovem acaba a sua participação no escalão de sub18, o passo seguinte é um passo gigante, ou seja, a integração numa equipa sénior.

Por defeito, um jovem numa equipa sénior tem pouco espaço, se for um jogador de sub18 com uma diferença de mais de 5 anos (ou mais) dos seus colegas ainda mais difícil se torna.

É verdade que algumas equipas seniores acabaram por surgir formadas só por jogadores sub20, dando-lhe espaço para jogar, mas o que acabou por acontecer foi a grande desistência de jogadores devido ao facto de não haver espaço ou falta de escalão de seniores no seu clube ou área de residência.

O basquetebol, como industria, deve ter ser atraente para que um jovem possa apostar na sua formação de modo a que possa ver a modalidade como uma modalidade. Com o acabar do escalão de sub20, esse tipo de visão acaba por cada vez mais ficar turva e distante, distante ao ponto de deixar de ser uma realidade.

Em Itália (tal como em todos os países onde o basquetebol é encarado de um modo profissional) o escalão de sub20 é fundamental.

Existem duas vertentes no escalão de sub20, a inscrição de uma equipa no campeonato nacional ou regional.

Esta escolha deve ser feita pelos clubes em Agosto a quando a inscrição das equipas na federação, optando pela participação num campeonato onde jogará só com equipas da sua região ou a inscrição num campeonato nacional, onde jogará com equipas (numa primeira fase) de 4 regiões e, posteriormente, acabando numa final four com as 4 melhores equipas do pais.

Com este tipo de opções, os clubes podem gerir a sua participação consoante a qualidade da sua equipa e/ou a capacidade financeira que têm para jogar numa competição de carácter nacional.

É fundamental o retorno do escalão de sub20 no basquetebol português, mas também é fundamental perceber em termos geográficos, financeiros e desportivos a sua viabilidade pois não faz sentido voltar a introduzir o escalão e depois o seu custo e deslocações serem proibitivos para os clubes.

Uma medida a introduzir poderia ser a obrigatoriedade das equipas da liga e da proliga em terem equipas de sub20, sendo que 5 jogadores da equipa de sub20 deveriam fazer  parte da folha de jogo dos jogos da equipa sénior da liga e proliga.

Quando se toma este tipo de decisões, de acabar os sub20, deve-se perceber o seu impacto a 5/10 anos no basquetebol. Sem a renovação dos jogadores seniores, o basquetebol português “agarra-se” a gerações que deviam jogar nas divisões inferiores, deixando espaço para os melhores jovens. O que acontece é ver-se equipas da liga e proliga com jogadores acima dos 35 anos que ainda são fundamentais e, em muitos dos casos, não pela qualidade destes mesmos jogadores mas pela falta de jogadores de uma idade jovem..

Nuno Tavares
+351 968 341 414
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