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A Copa de Itália

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Postemobile Final Eight 2018O dever de uma federação é de criar vários momentos altos durante a época no escalão de seniores, mas esses momentos devem ser não só para a liga, mas também para as outras divisões. O fim de semana passado realizou-se a Copa de Itália,

competição que está dividida pelas 3 principais divisões, a série A1, A2 e B.

Com a paragem nestes três principais escalões, as cidades de Jesi (A2) e de Fabriano (B) são os palcos dos jogos para apurar, em cada divisão, os vencedores desta tão prestigiada competição.

O objectivo é dar outro tipo de competição, um ponto alto dentro de cada um dos campeonatos, sendo que se apuram os 2 melhores classificados das 4 divisões da série B e os 4 primeiros das 2 divisões da série A2.

Mas não é só de um momento alto para as equipas que falamos, este é também um momento alto para todo o universo do basquetebol italiano, começando pelos meios de comunicação social, que cobrem em massa os dois eventos, sendo que o da série A2 dá em sinal aberto na televisão estatal, a Rai.

Com todo este envolvimento, uma das partes fundamentais da modalidade, os adeptos, seguem as suas equipas pelo país em grande numero, fazendo com que estes momentos altos se tornem especiais com pavilhões cheios, repletos de entusiasmo e força para apoiar as suas equipas.

Dar importância a todos os escalões seniores é fundamental para o desenvolvimento do basquetebol de um país como Portugal, onde o basquetebol tem perdido força nas últimas décadas.

O entusiasmo de uma modalidade constrói-se de vários modos sendo que o topo da pirâmide é o farol para tudo o que está em baixo. Deste modo, as federações não podem ser apenas meros organizadores de campeonatos, mas dinamizá-los de modo a que esse entusiasmo possa tocar todos os agentes de modalidade.

Para um jovem praticante de modalidade, é importante perceber que o topo é o máximo que se pode alcançar, mas que o caminho até lá também está preparado de modo a que existam patamares importantes a atingir e que, a cada momento, têm uma importância extrema.

Estes tipos de competições servem para isso, para manter o desejo de querer mais a todo o momento, durante a carreira de um atleta jovem e, perceber, que o alcançar objetivos é importante para o seu desenvolvimento.

Em Portugal temos neste momento 4 divisões, no basquetebol masculino e 3 no feminino.

Temos a Taça de Portugal (de inscrição voluntária, mas que tem um custo), a taça Hugo dos Santos (para a Liga Masculina, mas não uma obrigatoriedade), a taça António Pratas (para a Proliga) e a taça Vítor Hugo (para a Liga Feminina).

Estas taças, embora com mérito, estão completamente desenquadradas do calendário desportivo, tornando-se mais um “peso” para os clubes do que uma solução.

Se por um lado, obrigar equipas de uma segunda divisão a fazer jogos de pré-época já com custos agregados está errado, devem-se deixar as equipas planear como desejam a sua pré época, por outro avançar com uma taça para a principal divisão mas com carácter voluntário, não fez sentido em termos de uniformidade das competições.

Portugal tem um grande defeito em termos de conceito de competições. Esse defeito é canalizar muito do que é importante para os primeiros meses de competição (principalmente com os escalões de formação), não deixando espaço para as equipas trabalharem, criando logo uma visão de “ganhar já” contra o “formar agora”. O mesmo se passa com a suposta maior competição do país, a taça de Portugal. Não deverá ter um custo, pois se é para todos, é para os mais fortes e para os menos. Se tem um custo, deverá então ter um prémio monetário no final. Depois, não pode ser uma competição que tem no seu calendário jogos a meio da semana, pois com a excepção de duas equipas em Portugal (Benfica e Porto), todas as outras equipas não são profissionais, logo não se podem deslocar quando quem organiza quer.

Um dos problemas do basquetebol português é que ainda vive com muitas regras e noções de uma liga profissional de há 15 anos atrás, o que faz com que as equipas tenham que se adaptar a algo que é de difícil adaptação. O mundo mudou, as equipas mudaram, os jogadores mudaram, o paradigma mudou, logo quem organiza tem que ser o primeiro a adaptar-se e não o contrário.

Nuno Tavares
+351 968 341 414
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