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Que treinadores devemos criar?

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altContinuar, com muita frequência, a dizer que os jogadores de antigamente é que eram, faz com que se esteja sempre a pensar no passado e não a construir o futuro.

É urgente pensar que tipo de treinadores queremos construir para o futuro do basquetebol português.

Sendo um treinador de uma geração pós liga profissional, posso dizer que sempre senti pouco apoio das entidades que gerem o basquetebol, em relação à minha actividade, na altura de jovem treinador.

Hoje em dia as coisas mudaram, as novas gerações de treinadores têm muito mais apoio, mais recursos e estão até, tanto academicamente como da entidades do basquetebol, para estar mais e melhor preparadas.

No entanto notamos uma grande diferença da qualidade do basquetebol no espaço de 15 anos, diferença essa que sinto se falar em Itália, nos Estados Unidos e outros países.

Não obstante da diferença, existem algumas coisas que são muito diferentes de Portugal, começando logo pelos cursos que permitem formar treinadores.

Eu, embora pudesse ter direito por via académica, fiz todos os graus, do 1 ao 3, fui coordenador de estágio de grau 1 e aquilo que noto, comparando com os outros países da Europa com qual trabalhei, é que em Portugal existe uma percentagem exagerada de pessoas a adquirir os graus.

Já escrevi um artigo sobre os cursos de treinadores, e uma das coisas que será urgente fazer é perceber que um treinador de grau 1 (até vou mais longe, um treinador de grau 3) não é o mesmo que um treinador de minibasket. Aliás, tal como já escrevi aqui neste site, defendo que o minibasket deveria ter o seu próprio grau, o seu próprio curso e, de uma vez por todas, perceber que o minibasket é um escalão fundamental para o nosso basquete, não só porque é numa idade onde os atletas absorvem muito mais, como é uma idade que é necessário começar a criar as estruturas para de comportamento para o futuro.

Olhando para os últimos anos dos cursos de grau 1, 2 e 3, sinto, e contra mim falo, que passar de um para outro é fácil pois a quantidade de treinadores que concorrem e passam possivelmente é das maiores taxas de sucesso no basquetebol europeu.

Mais uma vez, tal como já se faz noutros países, os graus devem ter uma prova de admissão, e quanto maior for o grau maior deve ser o rigor e a exigência para o fazer, pois um treinador, só porque nunca treinou mais tem acesso ao grau 2 de forma académica (sim tem que fazer estágio mas mesmo assim não deverá chegar), tem a condicionante principal para se candidatar ao grau 3, quando na minha opinião não o deveria ser.

Os estágios tem que ter maior duração e serem mais exigentes também. Eu defendo que os graus devem ter dois momentos de estágio, um momento (uma época) onde o estagiário deve ser adjunto de um treinador já com alguns anos de prática (definir também estes critérios), deverá no verão após este primeiro ano realizar um exame escrito e prático, e deverá ter um segundo momento de estágio onde deverá assumir um escalão, terminando novamente com provas teóricas e práticas.

Devemos sempre tornar o processo de aquisição de uma carteira de treinador o mais exigente possível, porque na realidade quem irá beneficiar com isto serão os atletas e a qualidade do basquetebol português.

Nuno Tavares
+351 968 341 414
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