O mesmo fenómeno, com duas faces
 
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O mesmo fenómeno, com duas faces

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Stephen CurryHoje, dia 12, voltamos de novo a encontrarmo-nos no dia em que acordámos constituiria a nossa singela homenagem, até ao final do ano, a esse fabuloso companheiro das lides basquetebolísticas que dava pelo nome de Luís do Ó.

Luís do Ó, sem nunca negar as suas origens humildes, possuía um elevado espírito de justiça, sempre com um assinalável 'compromisso' de fazer o bem sem olhar a quem!

'Fora de horas', fosse no intervalo dos treinos, nas idas e vindas das deslocações para os jogos, ou em qualquer evento ou simples encontro casual, vezes quantas, vinha à baila nas nossas conversas, o lema e as circunstâncias que originavam e/ou advinham da discriminação, dos insultos xenófobos.

Razão pela qual nos ocorreu recordar quanto o desporto - fenómeno cultural de grande magia e impacto - nos surpreende com incidências dignas de registo, quer pela positiva, como também, infelizmente, pela negativa, assim a modos como tratar acontecimentos semelhantes de maneira diferente.

Pela positiva e enquanto estrela da NBA

Quem mais de perto acompanha a realidade da NBA terá presente o percurso de Stephen Curry, consagrada estrela dos 'Warriors', que, anos 33 anos de idade, continua a somar recordes ao seu já longo historial. Curry, tornou-se no jogador mais velho a conseguir 50 pontos e 10 assistências num jogo, num jogo da fase regular diante dos Chicago Bulls. Estabeleceu também o recorde de triplos concretizados na sua carreira, ultrapassando o não menos histórico Ray Allen.

Por tudo quanto tem conseguido, Stephen Curry tem sido aplaudido, quase diríamos que venerado pela sua imensa legião de fãs.

Stephen Curry

Pela negativa, insultos xenófobos a fazerem das suas...

Ao invés, outra estrela do firmamento desportivo, a campeã olímpica Tóquio '2020', Sunisa Lee, de etnia Hmong - grupo étnico asiático oficialmente reconhecido pela China -, revelou ter sido vítima de um ataque xenófobo.

Lee, de 18 anos, nascida em Saint Paul, estado de Minnesota, denunciou recentemente ter sido alvo de discriminação pelo facto de ser descendente asiática, prática que tem vindo a aumentar no país, desde o aparecimento da pandemia Covid-19.

Mais acrescentou a atleta quando afirma ter sido atingida com gás-pimenta, na companhia de amigos, num táxi, após terem saído de uma festa, tendo, inclusive, recebido comentários discriminatórios por ser descendente asiática: "Disseram-nos para voltarmos para o nosso país", além de que : "Foi um momento muito difícil, porque não queria fazer nada que me metesse em apuros".

Lee, que aprendeu a crescer forte da maneira mais difícil: "Acho que o que mais me ajuda a não me concentrar em tudo o que está acontecendo é apenas entrar honestamente no ginásio e trabalhar para as Olimpíadas todos os dias", disse ela, ainda sublinhando: "Porque essa é a única coisa que sempre me manterá motivada".

Sunisa Lee

Caso para dizer, motivação a quanto obrigas...!

Importará, quer numa situação - a positiva -, quer noutra - a negativa -, que não nos deixemos adormecer, entre o entusiasmo que o espetáculo desportivo desperta, à recusa da sociedade injusta...que é, afinal, a nossa!

E, em time out final, não é pensando que somos, é sendo que pensamos! E foi, sendo que Luís do Ó nos deixou, com um legado de extraordinárias virtudes, no desporto como na vida. Permita Deus mantê-lo sempre sob o seu sagrado manto!

 

 


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