Espaço para errar, sim ou não?
 
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Espaço para errar, sim ou não?

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Espaço para errar, sim ou não?Pior do que um documento sobre o qual temos algumas discordâncias é a ausência de linhas gerais orientadoras. Como referi no meu último artigo está de parabéns a direção técnica da FPB, nomeadamente o seu diretor técnico, Nuno Manaia, pela divulgação do documento com as Orientações técnicas – 2022.

Contudo e uma vez mais refiro, que não quero pôr em causa pessoalmente ninguém, mas como já diversas vezes escrevi, não há só uma forma de ensinar, não há só um caminho, eu por exemplo não ensino o jogo no escalão de Sub-12, com base nos 5 abertos.

Este foi um conceito, que muitos anos atrás, foi defendido como uma obrigatoriedade para o escalão de Sub-14, que anos depois veio a ser posto em causa e praticamente abandonado neste escalão.

Quando nos Sub-12 estamos a falar em jogo de 5 abertos é evidente que estamos a falar de praticantes, que já tem alguns fundamentos, para interpretar e pôr em prática a compreensão do que é jogar 5 abertos, e não em Sub-12 que acabaram de iniciar a sua prática. Também, não estou a dizer, que é um erro ou que não é uma forma de ensinar.

Como sempre disse, desde que eu compreenda os objetivos, a lógica e a coerência do que se está a ensinar e se verifique que há aprendizagem, quem sou eu para dizer que está mal ou não vás por aí. Nunca me considerei o dono da verdade, são apenas conceções diferentes de ensinar.

Contudo, para mim, esta forma de ensinar, pode rapidamente transformar-se numa coreografia e pode retirar a iniciativa às tomadas de decisão. Pessoalmente prefiro o ensino do jogo com mais liberdade, baseado em conceitos simples. Certamente numa fase inicial será um jogo mais confuso e anárquico. Em Collel com o Josep Bordas aprendi que era decisivo darmos espaço e liberdade às crianças para que estas, sem entrar em especializações precoces, descobrissem o seu espaço vital, descobrissem onde se sentem mais confortáveis a jogar, pois será sempre aí que elas mais cedo ou mais tarde irão potenciar as suas qualidades e capacidades.

Para explicar o conceito de coreografia pego no exemplo duma reposição da bola pela linha lateral. Eu muito mais rapidamente consigo resultados, se ensinar uma jogada de reposição da bola, do que se ensinar os conceitos de receção da bola, como mudanças de ritmo, mudanças de direção e alterações de ângulos e ocupação de espaços. Ainda mais rapidamente consigo resultados, se definir quem repõe a bola e quem prioritariamente a bola deve ser passada.  No caminho que eu escolho há mais liberdade para decidir, contudo vai demorar mais tempo, vão ocorrer mais erros, mas não andamos por outro lado a dizer que face às suas idades, eles têm de ter espaço e liberdade para experimentarem coisas e errar?

 

 


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