História do lançamento P3
 
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História do lançamento P3

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História funcional do lançamento ao cesto (Parte 3)Como é relativamente fácil de perceber, a história da evolução técnica e tática do lançamento ao cesto, resultou, em grande medida, da necessidade de superação da oposição defensiva cada vez maior.

O ponto de saída da bola cada vez teve de ser mais alto e por isso, ele passou historicamente e sucessivamente, por um lado, do nível da anca para o peito e para cima da cabeça, e por outro, de um lançamento a duas mãos para um lançamento a uma mão. Estas modificações permitiam que o ponto de saída fosse mais alto.

Depois, a necessidade deu origem aos lançamentos em salto, com objetivo idêntico ao já referenciado. O lançamento a uma mão, permitia também uma precisão e coordenação técnicas maiores devido à delimitação das unidades motoras envolvidas no membro superior lançador.

As manobras ofensivas individuais que, através da técnica do drible e fintas conseguem criar para os próprios situações idóneas de lançamento, junto com o trabalho de pés, e as manobras coletivas, as desmarcações geralmente usando bloqueios, as assistências exteriores e os extrapasses são elementos que contribuem para a possibilidade de lançar, se possível com a menor oposição defensiva.

É evidente que o lançamento no basquetebol, nas últimas décadas, adquiriu um grau de eficácia e adaptação enormes. Alguns jogadores passaram a ser capazes de encestar consistentemente de locais e com oposições extremas.

Um expoente do lançamento ao cesto, retirado da NBA há alguns anos, o alemão Dirk Niwitzki, com eficácia de excelência, tinha no seu one-leg fadeaway uma marca registada. A forma desse lançamento, em queda para trás, levantando um joelho, aliada à altura de saída da bola desde logo conseguida pela altura do jogador, tornavam praticamente impossíveis de blocar os seus lançamentos, quase sempre contestados pelos seus adversários.

Stephen Curry é, desde há anos, um lançador notável, dos melhores entre os melhores. Com capacidade de criar das formas mais rápidas, inesperadas e criativas o seu próprio lançamento, dando provas consistentes de conseguir encestar por muito distante que o alvo esteja, Curry faz a diferença nos campos da NBA. As capacidades que demonstra são, evidentemente, uma superação constante de adversários maiores em tamanho e envergadura, só possível com grande dedicação e talento trabalhado ao longo de muitos anos.

O jogador português que mais se notabilizou no lançamento exterior de longa distância foi, como todos sabem, Carlos Lisboa, melhor jogador português de basquetebol de todos os tempos. O Planeta Basket possui o vídeo do recorde de 45 pontos marcados por este jogador ao Partizan de Belgrado, representando o S.L. Benfica, que é também o recorde de pontos dessa prova internacional.

Muitos outros jogadores atuais são notáveis nesta área do jogo. Aliás, jogador que não seja bom lançador está bastante limitado no basquetebol atual.

Não é preciso ser grande futurólogo para imaginar que algumas modificações de maior ou menor pormenor se vão verificar nas técnicas de lançamento, dado que na atualidade temos perante os nossos olhos muitas transformações a sucederem-se e a espantarem-nos. A capacidade de aumentar a amplitude da zona de finalização com boa percentagem, apesar das oposições defensivas e das limitações de tempo, está a tornar-se cada vez mais incrível. E isso é um fator de espetacularidade que favorece o bom basquetebol. São os jogadores, com a sua capacidade inventiva que no “fogo da ação” criam formas e novas eficácias que depois os treinadores aproveitam e aperfeiçoam.

Não falamos, embora merecessem uma referência extensa, dos lançamentos em curtas e médias distâncias, com o uso dos apoios e capacidade de fintar e fugir à oposição, a qual é cada vez mais abafadora em certas situações. A categoria dos lançamentos de gancho merece uma referência especial pois surgiu da necessidade de fugir aos contras dos defensores grandes em zonas perto do cesto.

 

 


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