O legado do Prof. Dr. Carlos Alberto Gonçalves
 
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O legado do Prof. Dr. Carlos Alberto GonçalvesAs divergências entre o minibásquete e a Mocidade Portuguesa não ocorreram apenas em Moçambique, como pudemos ver no capítulo anterior.

Na História do Basquetebol, Albano Fernandes referindo-se às dificuldades levantadas pela Mocidade Portuguesa na difusão do minibásquete escreve: “Mas outros poderes mais altos se levantam, dissimulados, mas impondo a sua vontade; verdadeiro travão a tudo que podia bulir com os jovens – a Mocidade Portuguesa” (1).

Embora, como já mencionado anteriormente o contacto do Prof, Carlos Gonçalves com o minibásquete dá-se enquanto professor estagiário no Colégio Militar sob a orientação do Prof. Mário Lemos no ano letivo de 1965/66, contudo é em Angola que ele tem um papel determinante no minibásquete.

O seu maior contributo para o desenvolvimento do minibásquete dá-se principalmente em território angolano. Para transmitir um pouco do que foi o surgimento do minibásquete em Angola, nada melhor do que recorrer às palavras do próprio professor:

“O Minibasquete em Angola teve o seu início em 1968 com a realização de Cursos de monitores de Minibasquete nas Províncias de Luanda, Malange, Bié, Huambo e Huila. Uma vez ultrapassadas as divergências com a Mocidade Portuguesa sobre a entidade responsável pela sua organização e desenvolvimento em toda a Província,  a Associação Provincial de Basquetebol de Angola (APBA), foi possível organizar-se no final da época de 1969/70, em Luanda, o 1º Convívio Aberto de Minibasquete, que teve a participação de cerca de 240 jovens(10-12 anos) provenientes de 24 equipas de clubes, escolas  e até de uma rua (... a de Massangano), correspondendo ao desafio de " um Bairro, uma equipa). Jogos arbitrados por jovens praticantes da modalidade, que tiveram um "Curso" prévio de introdução ao que deles se pretendia no desempenho daquelas funções.

Na época de 1970/ 71, o número de equipas participantes passou para 32, das quais 4 eram femininas. Torneios idênticos foram organizados, sob a supervisão das respectivas Associações Distritais de Desporto, em Sá da Bandeira, Nova Lisboa e Malange, com menor número de equipas e participantes. Previa-se então a criação de um Núcleo de Minibasquete na APBA.

No início da época de 1971/72, alguns alunos da Escola de Instrutores de Educação Física de Luanda, passaram a ter um papel ativo na organização das atividades”. (2)

No recorte em anexo sobre o minibásquete em Angola podemos verificar que em Angola as divergências da responsabilidade da organização do minibásquete ficaram bem resolvidas. Das investigações efectuadas também ficámos a saber no interesse como que Cremildo Pereira siga o desenvolvimento do minibásquete na Província irmã. A importância do minibásquete em Angola e principalmente em Moçambique é decisiva no pós 25 de Abril na expansão da modalidade em Portugal.

São muitos os entusiastas da modalidade, oriundos de Angola e Moçambique, que contribuem para o crescimento e expansão do basquetebol verificado no território nacional após 1974. O basquetebol começa a chegar a concelhos e locais onde era absolutamente inexistente. Fruto desta situação são inúmeras as associações distritais e regionais que surgem e resultam desta expansão.


(1)  Fernandes, Albano – História do Basquetebol em Portugal
(2) Gonçalves, Carlos Alberto – Em correspondência por email.

 

 


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