"O meu treinador" é um livro escrito pela Joana Bértholo, editado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, que salvo melhor opinião, penso que todos os treinadores, desde os treinadores da iniciação até aos treinadores dos mais elevados índices competitivos deveriam ler.
Neste livro a Joana Bértholo narra as suas vivências, que começaram na natação até se ter tornado triatleta.
Na contracapa da capa do livro podemos ler: “Madrugar, treinar mais e mais, para, talvez um dia, subir ao pódio. Quando os melhores desportistas portugueses competem a nível internacional, carregam nos ombros as expectativas de todos e, no entanto, poucos conhecem as exigências do seu quotidiano e o avesso das suas glórias.
A partir das memórias de um ex-atleta de natação e triatlo, este livro retrata experiências comuns, positivas e negativas, aos desportistas de alta competição, dos anos 1990 até hoje. O eixo destas vivências é o treinador, que dita tarefas, tempos e objectivos, numa relação formativa, por vezes também destrutiva, que visa a auto-superação e, sempre, o máximo rendimento e ambição.”
Neste livro, Joana Bértholo relata com muita clareza a evolução da fase da brincadeira, da aprendizagem, até à transição para a competição, inicialmente na natação e posteriormente no triatlo. Da fase inicial guarda boas recordações quando refere: “O que liga todas estas imagens é a piscina: o centro deu um mundo onde o treinador era anfitrião por excelência.” É a este primeiro treinador que Joana deve a transição da aprendizagem para a competição. “A este primeiro treinador devo a transição da aprendizagem para a competição, num dia cujos contornos se apagam, mas que deverá ter tido algo a ver com a altura e envergadura de que sou dotada. Sempre fui a maior, sempre me senti a mais frágil, mas creio não ter hesitado, dado que a proposta dele equivalia a passar nadar todos os dias, e eu adorava nadar.”
A Joana passou por diversos treinadores, com metodologias diferenciadas, mas como, caso tenham curiosidade, poderão ler no livro, nem todos a marcaram positivamente, houve mesmo situações destrutivas. Não vou narrar aqui o livro todo, para mim, sempre mais centrado nas primeiras etapas da formação desportiva, o que me chamou particularmente à atenção foi a importância das boas vivências na fase da iniciação.
Adoro a minha modalidade, já o escrevi, que considero a modalidade mais rica para a formação dum jovem principalmente a partir do momento em que a socialização ganha maior peso. Contudo o meu conselho para os pais é sempre o mesmo: - Mais do que olharem para as qualidades duma modalidade observem a qualidade dos treinadores que estão a trabalhar com os vossos filhos.












