Uma das maiores dificuldades dos jovens treinadores é a gestão do tempo no treino. No caso do minibásquete, nomeadamente nos escalões de Minis-10 e Minis 8, frequentemente os treinos só têm a duração de uma hora.
Se a esta dificuldade juntarmos o espaço reduzido que muitas das vezes tem para dar treino e aceitarmos que frequentemente, no decurso da época, ainda tem de integrar crianças que vem pela primeira vez experimentar a modalidade, temos de compreender que estamos a dar aos jovens treinadores, mais do que uma montanha, uma cordilheira de dificuldades.
A este panorama ainda poderia acrescentar mais situações de grande complexidade, sobre as quais não me vou alongar. Não vou dizer que ser treinador de minibásquete é mais difícil que ser treinador de seniores, mas digo sem qualquer problema, que é muito diferente. Tem complexidades com as quais os treinadores de grupos organizados e fechados, a grande maioria das equipas a partir dos sub-14, não têm de lidar.
O meu objectivo do meu artigo de hoje é dar uma pequena “dica” que os pode ajudar a ganhar tempo.
Todos sabemos que as crianças têm dificuldades em assimilar longas explicações. Contudo para organizar alguns exercícios acabamos por nos ter de alongar um pouco mais e perdemos tempo.
Vou recorrer a uma situação vivida recentemente. Um exercício que utilizo com alguma frequência, quando vou aos treinos dos minis do BSA é o exercício descrito no meu artigo, Regresso aos exercícios de 27 de Maio de 2025. Num dos treinos o Luís veio pedir-me para fazer esse exercício de estafetas com finalizações, mas teve alguma dificuldade em conseguir explicar-me qual era o exercício e nesta troca de informação senti que estava a perder tempo, mas lá acabei por perceber a que exercício ele se estava a referir.
Nesse treino acabei por deixá-los fazer esse exercício e disse que a partir de hoje este exercício chama-se “Luigi”. Agora em vez de dizer: “Formem na linha final duas colunas divididas em dois grupos prontas para fazer o passe e correr para o final do grupo em frente, uma bola para cada coluna etc, etc.” limito-me a dizer Luigi e todos montam rapidamente o exercício e eu ganho muito tempo. Tempo que não perco em explicações e correções.
O meu conselho é se querem ganhar tempo dêem aos exercícios, que obrigam a uma certa organização e que usam com alguma frequência nomes. Neste caso o Luís, que às vezes necessita de uma atenção especial, ficou feliz e todos ganhamos tempo, esse bem tão precioso.












