Não há nenhum Homem igual a outro para além do que pode e deve ser em Direitos e Oportunidades. A forma de reagir dos treinadores é, como sabemos, muito diversa.
Desde aqueles serenos e tranquilos, pelo menos na aparência, que são bem poucos, até ao extremo oposto dos hiperativos que invetivam os árbitros minuto sim, minuto não, há de tudo.
Neste apontamento vamos falar de como Pete Newell, treinador lendário norte-americano, reagia de forma tão drástica de reagir à competição.
Segundo o seu principal biógrafo, Bruce Jenkins, no livro “A Good Man”:
“Newell tinha a particularidade de ficar nos jogos com as mãos a suar imenso e com a boca muito seca. Por isso usava uma toalha seca numa ponta e molhada na outra que mastigava nervosamente. Na ponta seca secava as mãos e na outra ponta ia molhando a boca. Chegou a beber em dois dias 40 copos de café e a fumar seis maços de cigarros. Tomava a última refeição na quinta-feira e depois na sexta e no sábado, dias dos jogos, não conseguia comer mais nada. Era nas palavras dele próprio um desastre emocional. A conselho médico resolveu retirar-se da atividade como treinador depois de 14 épocas ao nível universitário.”
Retirar-se aos 44 anos de idade no auge da sua carreira, pouco tempo depois de conseguir ser campeão universitário (em 1959) e olímpico (em 1960) parece desperdício. Mas não foi. Perdeu-se o treinador de campo mas ganhou-se o homem, o guru, o mentor, um excelente general-manager na NBA e o fundador do Campo dos Homens Altos por onde passaram os mais brilhantes jogadores altos da NBA e do mundo.
Hoje só falamos desta faceta dramática e drástica ligada às emoções de um treinador de excelência. Voltaremos a ele brevemente. É uma mina de ensinamentos para quem quiser aprender.









