A arte e ciência do feedback
 
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A arte e ciência do feedback

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altO feedback é inerente ao nosso jogo. O sucesso de uma ação alimenta a sua continuação. Interessante foi constatar como um sucesso tão pequeno como um cesto único marcado no primeiro jogo

de basquetebol da história (ainda o jogo nem sequer tinha nome) foi capaz de despoletar tamanho interesse logo aí e para a frente. Vejamos, o jogo não se resumia nem resume ao encestar, se bem que já nesse jogo original e desde esse momento, fosse a razão última definidora da atividade. Cada vez que se conseguia agarrar a bola ou que se passava e um colega a agarrava; cada vez que se tentava encestar – mesmo que não se acertasse –, cada vez que havia uma interceção ou roubo de bola, todos esses microsucessos parciais contribuíam para a alegria do jogo.

Os primeiros feedbacks foram assim internos e intrínsecos ao jogo. James Naismith, com a sua absoluta relutância em intervir na atividade dos jogadores, levou esse tipo de feedback a essência máxima. Outro personagem teve de vir, com um conceito diferente, ancorado no treino, para aportar de fora das quatro linhas o ensino, as correções, o dedo e o selo do treinador. E aqui a mãozinha de Forrest Allen foi inaugural.

Mais à frente, um treinador universitário de máximo sucesso, cujos recordes de campeonatos universitários seguidos dificilmente serão ultrapassados – de seu nome John Wooden – cunhou um estilo de feedback único. Por um lado, dizia ele, o bom professor (e o bom treinador é sempre um bom professor) é aquele que “corrige sem provocar ressentimento” em quem aprende. Investigações feitas sobre os seus métodos de treino mostraram sobretudo grandes percentagens de feedbacks substantivos, em que Wooden corrigia dizendo como se deveria ter feito. Aconselho a revisitação de uma tradução que fiz de um artigo excelente sobre esta temática e que foi publicado aqui no Planeta Basket há uns anos.

Não sei quem inventou a técnica da sandwich que todos nós, treinadores, conhecemos, mas nem sempre utilizamos: envolver uma correção num elogio anterior e posterior. Resulta que nem ginjas como disse alguém.

Nos nossos tempos, já existe muita ciência sobre o feedback, contudo, nos treinos e nos jogos, ele será sempre uma arte. Ciência e arte que, nas mãos de treinadores inteligentes e sensíveis, serão usados com rigor e flexibilidade.

 

 


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