A pausa de hidratação
 
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A pausa de hidratação

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A pausa de hidrataçãoEste mundial de Futebol 2026, entre muitas ocorrências importantes, foi marcado para aplicação de algumas novas regras de jogo. Uma delas, a chamada “pausa para hidratação”,

provocou muitos comentários, geralmente de natureza negativa. Apontando, e bem, que a primeira intenção da pausa era comercial (com a inserção de publicidade nas tv’s), os jornalistas desportivos e os comentaristas de serviço, foram muito críticos: a pausa cortava o ritmo de jogo, por vezes levando a que equipas que estavam a jogar bem perdessem o fio do jogo.

Muitos chegaram até a dizer que assim o futebol se transformou numa coisa completamente diferente e para pior. Como positivo não negavam o facto de os jogadores se poderem, de facto, hidratar e refrescar um pouco, em momentos do ano e da época em que o calor e o cansaço acumulado é mesmo muito.

Gostava de relembrar o que aconteceu com o basquetebol a este nível, no passado. No jogo FIBA, a possibilidade de os treinadores pedirem descontos de tempo surgiu só no início da década de 50 do século passado. Até aí, tal como no futebol FIFA, os treinadores só davam instruções para os seus jogadores antes do jogo, no intervalo do mesmo e, de forma pouco eficaz, falando para dentro do campo no decorrer do jogo.

Os descontos de tempo, no basquetebol FIBA e no basquetebol das ligas profissionais norte-americanas, em que se destaca a NBA, se a partir de um certo momento tiveram motivações indesmentivelmente comerciais, permitiram que os treinadores interviessem no jogo, alterando o rumo do mesmo, tentando evitar erros sucessivos e a dominância do adversário, e, evidentemente, no design de situações finais de jogo, tanto ofensivas como defensivas. Penso que ninguém no basquetebol, sejam jogadores, treinadores ou comentaristas, contestam os benefícios para o jogo da existência de descontos de tempo.

Como todos sabemos, o jogo de futebol, que foi regulamentado oficialmente em 1863, sempre se caracterizou por grande conservadorismo. As alterações às regras foram poucas e muito graduais ao longo das décadas de existência do jogo.

Hoje, com a tecnologia existente e que permite uma análise e avaliação do jogo quase instantânea, parece-me que não faz sentido que os treinadores não possam intervir mais vezes no jogo.

Gostava que me dessem as vossas opiniões como jogadores, treinadores e apreciadores do basquetebol, como é natural que seja quem me lê, mas também como apreciadores do jogo de futebol como é natural também que aconteça.

 

 


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