De facto, o passado não se pode mudar. Isso é uma verdade indesmentível, pelo menos para quem leva os factos a sério e tem uma mentalidade evoluída.
Contudo, de maneira malévola ou, pelo contrário, qualificada, vemos a História a ser objeto de revisionismos ou novas teses. Estas, ou não pretendem ir mais ao fundo da mesma e apenas pretendem coadunar a história com aquilo que pretendem que ela seja; pelo contrário, há aquelas que querem abarcar mais factos comprovados, alguns recentemente surgidos, ou interpretá-la de modo mais profundo e verdadeiro.
Centrando-nos no primeiro tipo de intenções, se a História política e económica é mais propícia a um certo tipo de adulterações a história do desporto não está preservada das mesmas tropelias. Vieses vários existem: interesses, fanatismos, nacionalismos, etc.
Não podemos negar a possibilidade de intenções e procedimentos de historiadores que apenas querem chegar a verdades mais documentadas, certificadas e confirmadas por factos e argumentos.
Nos próximos apontamentos vamos dar conta de tentativas de reescrita da História no passado do basquetebol. Cabe a quem lê e possui os instrumentos de interpretação mais apropriados verificar quais são as teses merecedoras de atenção e mais qualificadas para serem consideradas de verdadeiras.
O primeiro sobre que nos vamos debruçar é da contestação à tese de ter sido James Naismith, em Springfield, Massachussets e em 1891, o inventor do basquetebol.









