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Timeout com Eládio Silva

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Eládio SilvaO Planeta Basket continua a ir a todas as regiões do país falar com jovens árbitros. Desta vez fomos até à ilha da Madeira falar com um árbitro e jogador, Eládio Silva, a quem desejamos sinceras felicidades!

 


Estiveste ligado de alguma outra forma à modalidade antes de te dedicares à arbitragem? Jogaste basquetebol e onde?
Sim, joguei no clube amigos do basket (CAB) e ainda continuo a jogar. Já lá vão mais de 10 anos.

Porque te decidiste tornar arbitro? Quais foram os principais motivos?
1º de tudo porque gosto de basket. 2º porque queria de alguma forma estar ligado ao basket no futuro. 3º porque tive uma certa curiosidade em saber como é estar na “pele” de um árbitro. E digo-vos que como jogador passei a ter muito mais respeito e compreensão pelos árbitros.

Alguém te influenciou a enfrentares este desafio da arbitragem?
Ninguém. Estava à procura de algo relacionado com o desporto e ai apareceu o curso de arbitragem. Achei um bom desafio.

Para ti, quais são as qualidades que um jovem árbitro deve ter para ser bem-sucedido?
Ser humilde. Querer aprender, saber ouvir e também tentar compreender os jogadores, as suas ações, comportamentos, etc.

Quais são os teus objetivos para esta “profissão” a longo prazo?
Tenho como objetivos ser um bom árbitro e ajudar o basquetebol como poder, principalmente na minha região (Madeira) que não está nada fácil.

Achas que viveres numa ilha pode ser um impedimento para se evoluir na arbitragem e ter objetivos mais ambiciosos?
Não acho que possa ser um impedimento para se evoluir na arbitragem, pois embora haja menos equipas e a competição seja menor, continuam a haver bons jogos e em diversos escalões, o que nos permite evoluir de escalão para escalão e compreender o comportamento e a evolução dos atletas. O que é bom para um jovem árbitro.

Relativamente a ter objetivos mais ambiciosos na arbitragem, viver numa ilha não impede mas penso que dificulte, pois não há tanta projeção, não há tanto reconhecimento a nível nacional, os nossos jogos não são tão vistos, tem que haver muito trabalho e muito querer para conseguirmos a tal projeção a nível nacional e até internacional.

Fazes algum tipo de análise após os jogos que apitas?
Sim, tento me aperceber em que aspetos eu errei e em que posso melhorar, costumo também pedir a opinião dos meus colegas principalmente dos árbitros mais velhos, pois quero sempre melhorar e a experiência deles é fundamental nesse aspeto.

As tuas simpatias ou antipatias com pessoas que estão em campo, influenciam o teu trabalho?
Não. Pelo menos eu tento que não influenciem de forma alguma, tratando as pessoas de igual maneira, agindo de forma profissional e honesta.

O momento da tomada de decisão é instantâneo. Alguma vez sentiste que erraste, logo após ter apitado?
Estaria a mentir se disse que não. Quando se é árbitro temos de estar preparados para isso, pois é algo que pode ocorrer devido a termos de tomar decisões tão rápidas tão instantâneas. Por isso sim, já senti que errei após ter apitado, não é algo que goste sentir, mas um árbitro tem que estar preparado para isso.

Como se sente um árbitro perante uma situação de dúvida, sobre um eventual erro que tenha cometido?
Eu pelo menos sinto que tenho de tirar essa dúvida de imediato, se não começo a teimar nisso durante um bom tempo. E acho que também é importante não guardarmos as dúvidas pois é ao esclarece-las que evoluímos, como pessoas e como árbitros.

Como lidas com situações de pais ou adeptos malcriados?
Ignoro, pois sei que muitas vezes o objectivo é destabilizar o árbitro, pressiona-lo. Por isso tento ignorar ao máximo, evitando a desconcentração.

Qual foi o jogo mais difícil que apitaste?
Foi um jogo de sub16M, um jogo muito equilibrado e muito rápido. Um jogo em que sentia que a mínima distracção, poderia influenciar o resultado. Existiram outros jogos, como é óbvio, pois jogos fáceis só para as equipas, para árbitros tem de haver sempre concentração e rigor ao marcar os lances, o que muitas vezes é difícil, pois há jogos em que a diferença entre equipas é enorme o que pode levar por vezes há desmotivação e desconcentração de um árbitro.

Qual foi até hoje, o momento mais feliz da tua carreira, enquanto árbitro? E o mais infeliz?
Bem a minha carreira até agora não é assim tão longa, visto que terminei o curso ao ano passado, logo até hoje o momento mais feliz foi o de fazer uma boa arbitragem, com poucos erros. O momento mais infeliz foi o de saber que determinado erro, determinada distracção poderá ter influenciado o resultado do jogo.

Para ti onde está o potencial de um árbitro?
Para mim está no posicionamento, um árbitro bem posicionado consegue sempre observar melhor os lances; na concentração, pois um árbitro concentrado não se distrai tanto com apupos ou acontecimentos ocorrentes fora do jogo, estando mais ciente e preciso na tomada de decisão; e na interpretação dos lances, um árbitro que saiba “ler” o comportamento dos jogadores, a intenção dos jogadores em determinados lances, consegue ser por vezes um árbitro mais justo.

Qual a importância dos oficiais de mesa?
Os oficiais de mesa são fundamentais no controlo do tempo, no manuseamento do aparelho dos 24 segundos, na contagem das faltas e dos pontos. No final de tudo os oficiais de mesa são indispensáveis no decorrer do jogo.

Na tua opinião, qual é o nível da arbitragem portuguesa?
Eu como jogador e árbitro, esta pergunta torna-se um pouco difícil de responder, mas penso que está a um nível razoavelmente bom.

Os árbitros também "jogam" em equipa. Há algum colega com quem tenhas particular apreço em fazer dupla?
Sim, normalmente os árbitros mais experiente, com mais anos de basket, sempre são uma grande ajuda no decorrer do jogo.

Quais são os teus ídolos portugueses?
Relativamente à arbitragem não tenho assim propriamente um ídolo, mas admiro muitas vezes a postura e qualidade que os meus colegas árbitros abordam determinados jogos.

Tens alguma referência a nível da arbitragem estrangeira?
Não, relativamente à arbitragem estrangeira, desconheço árbitros, pois não costumo acompanhar muitos jogos.

O que é que pensas do site Planeta Basket?
Para ser sincero conheço o site há pouco tempo, não o visitei muito, mas penso que está muito bom o site, muito bem organizado e também muito atrativo.

O que pode ser melhorado na página dos árbitros?
Pelo que vi a página dos árbitros parece-me bem tal como as outras páginas, a melhorar talvez a colocação de uns vídeos relacionados com a arbitragem tornaria a página mais interessante.

 

 


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