Portugal subiu à Divisão A
 
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Portugal subiu à Divisão A

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Eugénio RodriguesEm mais uma demonstração de querer, raça, determinação e também de classe (porque não? ) Portugal fechou com chave de ouro a sua participação no Campeonato da Europa de Sub-20 Femininos, Divisão B,

que hoje terminou em Sófia, capital da Bulgária. A vitória na ronda derradeira ante a Bósnia e Herzegovina (também candidato à subida) para além do 3º lugar no pódio, deu-nos a consequente medalha de bronze e a tão desejada subida à Divisão A.

Já agora vale a pena recordar este pequeno pormenor (talvez um pormaior…): pelo 3º ano consecutivo Portugal consegue a proeza de subir à Divisão A, em 3 escalões diferentes, no feminino. Por esta ordem: Sub-18 (2012, em Strumica), Sub-16 (2013, em Matosinhos) e Sub-20 (2014, em Sófia). É esta a realidade.

Na hora da comemoração é importante relembrar que estas conquistas não são obras do acaso, como se fosse um jogo de roleta, no casino. Foram fruto do trabalho sério, competente, dedicado, com muita gente envolvida, ao longo de semanas, meses, anos. Nada na vida se faz sem trabalho. Desde jogadoras, treinadores (dos clubes e dos Centros de Treino), dirigentes, seccionistas/secretários, fisioterapeutas. Para todos o nosso agradecimento, merecendo todos eles sem excepção, o nosso reconhecimento.

Por entre lágrimas de satisfação, por mais esta jornada histórica do basquetebol feminino português, sentimo-nos orgulhosos por fazermos parte desta equipa e por isso dá-nos um prazer tremendo saborear e desfrutar desta alegria incontida.

Mas passemos à análise das peripécias que aconteceram esta manhã, a partir das 09H30 portuguesas, com muita gente a seguir em directo, a sofrer e a vibrar, através do play-by-play, no site da FIBA Europe.  Nós fomos apenas um entre muitos, disso não temos dúvidas.

Portugal não entrou bem no jogo. Começou logo por consentir um parcial de 0-6, como se fosse um carro que ainda tinha os motores a aquecer. Logo que acertaram com o cesto, as guerreiras lusas embalaram, respondendo com um parcial de 10-0 em 4 minutos. A eficácia lusa estava em alta e o melhor que as bósnias conseguiram foi igualar (12-12), por Babic, de lance livre, após o 1º triplo da base Dzombeta (12-11), no minuto 7. Mas as nossas representantes não abrandaram e impuseram novo parcial, desta feita de 9-0, curiosamente com um triplo pelo meio (17-12), de Joana Canastra, no minuto 9, a imitar a sua companheira Nádia Fernandes que no minuto 3 acertara uma bomba a reduzir para 5-6. O 1º período (21-14) terminava com Delic a encurtar a desvantagem adversária.

No 2º quarto (13-17) o seleccionado luso começou por reentrar muito bem na partida. Dois triplos consecutivos (Joana Cortinhas e Josephine Filipe) logo no minuto 11, após passes decisivos de Inês Viana e Maria Kostourkova, respectivamente, deram o mote para um parcial de 9-5, em 3 minutos, com a extremo/poste Josephine Filipe a contribuir com mais 3 pontos (1 lance livre e 1 duplo, correspondendo a uma assistência de Joana Soeiro). Era chegada a altura de o treinador bósnio para o cronómetro, no minuto 16. Com resultados práticos pois as suas jogadoras pagaram na mesma moeda, ou seja aplicaram um parcial de 0-10, em menos de3 minutos, com o resultado a encostar (30-29 no minuto 19). Na Bósnia eram Dzebo (5) e Gajic (3) a assumir as despesas da marcação de pontos, carregando com a equipa. Curiosamente seriam Joana Cortinhas (1 duplo) e Josephine Filipe (2 lances livres) que voltariam a acertar com o cesto, aliviando um pouco a pressão que se abatia sobre as nossas representantes. O intervalo chegou com Portugal no comando (34-31).

A eficácia das portuguesas continuava em bons níveis (41% nos lançamentos de campo), melhores que o habitual, concretamente nos tiros do perímetro (50%), com 4 triplos em 8 tentados, compensando a supremacia das adversárias nas tabelas (19-22 ressaltos), nomeadamente na tabela ofensiva (5-10). Nos restantes indicadores as coisas mantinham-se equilibradas, particularmente nas assistências (5-6), nos turnovers (6-6) e nos roubos (4-3).

No 3º período (18-10) Portugal voltou a fraquejar, paradoxalmente depois de ter ampliado para 37-31, por intermédio de Maria Kostourkova  a finalizar um contra-ataque (36-31 no minuto 21), seguido de um lance livre convertido por Joana Cortinhas, no minuto 22. Num ápice a Bósnia respondeu com um parcial de 0-8, iniciado com uma bomba de Delic e concluído com outra da base Dzombeta, enquanto pelo meio era a melhor marcadora e ressaltadora do campeonato, Marica Gajic (1,84 m), que acertava mais um duplo. A Bósnia recolocava-se no comando (37-39), o que já não acontecia desde o minuto 3 (no 1º período), quando ainda vencia por 5-6. De imediato Eugénio Rodrigues pediu um desconto de tempo (minuto 25) e depois de Dzebo ainda ter elevado para 37-41, na conversão de 2 lances livres na em sequência de falta provocada antes do desconto pedido, feitas as necessárias rectificações, Portugal voltou a por o pé no acelerador e disparou para 52-41, fazendo um parcial de15-0, com 2 triplos pelo meio. Impensável mas verídico! Foi mais uma demonstração de força e classe do colectivo de Eugénio Rodrigues, iniciado com 1 triplo de Joana Soeiro (40-41), após passe decisivo de Joana Cortinhas, quase a expirar o minuto 25. Chelsea Guimarães (42-41), triplo de J. Cortinhas (45-41), com Joana Soeiro a assistir a sua companheira, Maria Kostourkova (47-41) num 2º lançamento após ter ganho o ressalto ofensivo, Laura Ferreira (50-41) numa jogada de cesto e falta convertida e de novo a jovem Chelsea G. (52-41). Distribuição de pontos a ser feita por 5 jogadoras diferentes (apenas uma a bisar, Chelsea), duas assistências, um contra-ataque, 2 triplos, 1 duplo e um lance livre. Por alguma razão se fala em colectivo.

Sentia-se que o objectivo da subida estava mais perto. Ali a 10 minutos de tempo útil. Mas as bósnias não baixaram os braços e mesmo depois de Cortinhas ter elevado a vantagem lusa para 54-41, logo no início do último quarto (20-25), correspondendo da melhor maneira a uma assistência de Nádia Fernandes, impuseram um parcial de 2-10 (56-51), iniciado com uma arrancada de 0-6, novamente graças à mão quente de Gajic, Dzebo e Babic. A reentrada da base Inês Viana no minuto 35, antes de Marica Gajic ter falhado 2 lances livres (ainda no minuto 35), foi determinante para o evoluir do resultado, dadas as características de liderança da nossa capitã. Josephine Filipe voltou a encontrar o caminho para o cesto (2 lances livres e mais um triplo) a elevar para 61-51, quase a expirar o minuto 37, na sequência de passe decisivo de Chelsea, dando a Portugal uma margem de 10 pontos, com 3 minutos para jogar. A Bósnia não desistia e reduzia o prejuízo (61-55), no minuto 38. Mas uma bomba de Laura Ferreira (64-55), à entrada do minuto 39, obrigou de imediato a uma paragem do cronómetro, pedida pelo treinador bósnio. As coisas ainda não estavam definitivamente resolvidas, mas o colectivo luso jogava com confiança e fundamentalmente acreditava que era possível vencer o jogo. Portugal jogava com o facto de o adversário já ter feito as 4 faltas da equipa e da linha de lance livre, primeiro Inês Viana (68-58), à entrada do minuto 40 e depois Josephine Filipe (72-60), com 22 segundos para jogar, não permitiam que a nossa vantagem encurtasse, mantendo-se controlada. Foi já nos segundos derradeiros, depois de novo desconto pedido pela Bósnia (a 12 segundos da buzina) que Marica Gajic selou o resultado final (72-66), com nova jogada de 2+1 (antes havia feito o mesmo, aos 72-63).

Resultado: Portugal 72-66 Bósnia e Herzegovina

Destaque na selecção de Portugal para as prestações de Laura Ferreira, a nossa jogadora mais valiosa (20,5 de valorização), ao somar 14pontos, 6 ressaltos defensivos, uma assistência, 3 roubos e 9 faltas provocadas com 5/5 nos lances livres, seguida de Chelsea Guimarães (12 pontos, 6 ressaltos sendo 2 ofensivos, uma assistência, 1 desarme de lançamento e duas faltas provocadas) e Josephine Filipe, a nossa melhor marcadora (15 pontos, 2/4 nos triplos, 2 ressaltos defensivos, 1 roubo, 2 desarmes de lançamento e 5 faltas provocadas com 7/8 nos lances livres). Mas a força do colectivo assentou também nos contributos de Joana Soeiro (1/1 L3, 3 assistências e 2 roubos), Maria Kostourkova (6 ressaltos sendo 2 ofensivos, duas assistências, 1 roubo e 2 desarmes de lançamento), Joana Cortinhas (1/1 L3, 2 ressaltos defensivos, uma assistência e 1 desarme de lançamento), Nádia Fernandes (7 ressaltos sendo 1 ofensivo e uma assistência), Inês Viana (3 assistências) e Joana Canastra (2/2 L3). Uma verdadeira equipa, que também teve no banco Inês Veiga, Mafalda Guerreiro e Cesária Ucalam, desta vez não utilizadas.

A Bósnia e Herzegovina viveu muito da MVP do encontro (34,0 de valorização), Marica Gajic, que esteve à beira do triplo-duplo (21 pontos, 19 ressaltos sendo 10 ofensivos, duas assistências, 2 roubos e 9 faltas provocadas com 5/9 nos lances livres). Foi bem acompanhada por Nikolina Babic (14 pontos, 1/1 nos triplos, 5 ressaltos defensivos, 3 assistências, 2 roubos e duas faltas provocadas) e ainda Nikolina Dzebo (12 pontos, 2 ressaltos sendo 1 ofensivo e 3 faltas provocadas com 5/5 nos lances livres).

Ficha de jogo
Universiada Hall, em Sófia (Bulgária)

Portugal (72) – Inês Viana (4), Joana Cortinhas (8), Laura Ferreira (14), Nádia Fernandes (4) e Maria Kostourkova (4); Chelsea Guimarães (12), Joana Soeiro (5), Joana Canastra (6) e Josephine Filipe (15)

Bósnia e Herzegovina (66) – Miljana Dzombeta (6), Nikolina Babic (14), Andela Delic (9), Marica Gajic (21) e Sara Boric (4); Nikolina Dzebo (12), Anida Corovic, Melisa Brcaninovic e Alexandra Milanovic

Por períodos: 21-14, 13-17, 18-10, 20-25

Árbitros: Emílio Perez (Espanha), Petar Denkovski (Macedónia) e Per-Kristian Larsen (Noruega)

Outros resultados:
8ª jornada - Roménia 37-70 Bulgária; Israel 80-46 Noruega
9ª jornada – Alemanha 75-47 Roménia; Grã-Bretanha 66-61 Israel ; Noruega 44-66 Lituânia

Classificação final:
1º Alemanha 8V-1D; 2º Hungria 8V-1D; 3º Portugal 7V-2D; 4º Lituânia 5V-4D; 5º Bósnia e Herzegovina 5V-4D; 6º Bulgária 4V-5D; 7º Grã-Bretanha 4V-5D; 8º Israel 3V-6D; 9º Noruega 1V-8D; 10º Roménia 0V-9D

Alemanha (medalha de ouro), Hungria (medalha de prata) e Portugal (medalha de bronze) sobem à Divisão A.

 

Comentários 

 
+3 #1 San Payo 14-07-2014 08:59
Caro Eugénio

Por motivos relacionados com o minibásquete tive oportunidade de assistir aos jogos de preparação em Terras do Bouro, e depois porque me pediram que vos fizesse chegar as filmagens desses jogos também assisti ao jogo um jogo de preparação na Quinta dos Lombos. Tive oportunidade de manifestar que gostei imenso de ver como a equipa defendia e interpretava as diversas situações do jogo 2x1 rotações etc. Sem ter visto os jogos do europeu penso que passou também por aí o vosso grande sucesso. Para ti e toda a equipa um abraço de parabéns,
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