Reflexões sobre o Jr. NBA
 
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Reflexões sobre o Jr. NBA

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Reflexões sobre o Jr. NBAEnquanto espero que a amiga Patrícia Fernandes me entregue os planos de atividades da federação, dos anos em que fui diretor técnico do minibásquete, para me poder dedicar ao meu projeto deste ano, que é escrever a história do minibásquete entre 2000 e 2016,

vou estando atento ao universo da formação do basquetebol. Por estar tão próximo do escalão dos Mini-12 vou dando atenção ao projeto do Jr. NBA, projeto que ainda estava a coordenar o minibásquete na AB da Madeira, a Sandra Rebolo quis levar para a Madeira.

Para melhor compreender a organização, a dinâmica e a expressão geográfica do Jr. NBA, resolvi ver na FPBTV as sessões de atribuição dos nomes das equipas às diversas escolas envolvidas neste projeto. O que me chamou logo à atenção foi o facto de na liga do sul uma das conferências ser constituída exclusivamente pelo Agrupamento de Escolas de Barrancos.  O meu espanto resulta do facto do que seguidamente vou expor.

Há 24 anos quando assumi na FPB o cargo de diretor técnico do minibásquete, resolvi aconselhar-me com amigos, que projetos poderia eu tentar por de pé. O amigo Jorge Adelino disse-me que um projeto engraçado seria conseguir por concelho do país pelo menos um núcleo de minibásquete. Com base nesta ideia, resolvi fazer o levantamento de quantas crianças havia por concelho em Portugal. Infelizmente por problemas informáticos perdi os  dados desse levantamento, mas houve números que me ficaram na memória.

Esse levantamento permitiu-me perceber, que no ano 2000, a população alvo do minibásquete, crianças dos 6 aos 12 anos eram em números redondos cerca de 850.00, ou seja cerca de 8.4% dos habitantes do país. Este dado permitia-me rapidamente compreender o que eram concelhos jovens e concelhos envelhecidos. Lembro-me que o concelho de Braga era na altura dos concelhos mais rejuvenescidos e que o concelho de Lisboa era um concelho envelhecido, com pouco mais de 5% de população entre os 6 e os 12 anos. Na região de Lisboa as crianças estavam acima de tudo nos concelhos ao redor da cidade.

Se já não me lembro com exatidão dos números que recolhi, há um número que me ficou na cabeça. No ano 2000 o concelho de Barrancos, que era o concelho com menor número de habitantes do país, pouco mais de 2000 habitantes, tinha 126 crianças dos 6 aos 12 anos. Eu costumava dizer que se conseguisse fazer uma equipa de minibásquete no concelho de Barrancos com 12 crianças, cerca de 10% da população alvo nesse concelho jogaria minibásquete. Se fizesse a extrapolação dessa percentagem para o país inteiro teríamos mais de 85.000 praticantes de mini no país.

Segundo os últimos censos, Barrancos, que tem ano após ano perdido população, tinha em 2021, 1468 habitantes. Com a desertificação do interior do país, o concelho de Barrancos, que em 2000 tinha 126 crianças entre os 6 e os 12 anos, em 2021, segundo os últimos dados, que consegui apurar, tem 146 crianças dos 0 aos 14, facto que me permite especular que com o envolvimento de 5 equipas, todas as crianças do concelho de Barrancos, que tem idade para participar, estão envolvidas no Jr. NBA.

Fico satisfeito com o crescimento deste projeto, é um bom sinal para a modalidade.  Contudo não terminam por aqui as minhas reflexões sobre o Jr. NBA.  Não tenho procuração de ninguém, mas com a possibilidade de um Agrupamento de Escolas constituir uma Conferência e sendo a AB da Madeira, uma das cinco Associações do país que tem equipas, nas duas principais ligas, será que não faria sentido, este projeto ser expandido para a região autónoma da Madeira?

 

 


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