Realizar um estudo sério
 
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Realizar um estudo sério

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Realizar um estudo sérioDesde 2009 que tenho o hábito, após a realização dos campeonatos europeus, fazer uma sucinta avaliação global da prestação das nossas seleções masculinas e femininas de formação. Ao longo dos anos tenho sempre utilizado o mesmo método, que resulta do somatório das classificações

obtidas pelo conjunto das nossas seleções.  Esse facto permite-nos verificar, que apesar de ter sido um ano de expectativas goradas e de ter interrompido uma tendência de melhoria, que se verificava desde 2017, globalmente este ano, ainda assim foi o terceiro melhor resultado global desde 2009. Contudo, voltámos a entrar na casa dos cem pontos no somatório das classificações obtidas pelas 6 seleções.

Depois de 2022, o melhor ano de sempre desde 2009, tivemos uma quebra. Destes resultados não podemos concluir que nos estamos a afundar, da mesma modo que a grande melhoria de 2019 para 2022 poderíamos concluir, que estávamos definitivamente numa trajetória ascendente. O que é importante é termos uma visão global através dos tempos e verificar se há ou não uma tendência de retrocesso, estagnação ou melhoria. Quer as regressões, quer as progressões nunca são lineares. Nem a chegada de uma andorinha faz a primavera, nem a partida de uma cegonha faz o outono.

Os números indicam um dado, que todos sabemos, a progressão nos femininos de uma forma geral tem sido bem mais consistente, que nos masculinos. Nos femininos, este foi o terceiro melhor resultado desde 2009, enquanto nos masculinos foi o quinto melhor resultado. Este seria um estudo muito interessante de fazer, compreender porque é que a progressão nos femininos tem sido ao contrário dos masculinos muito mais evidente e consistente.

São muitos os que opinam sobre esta realidade, eu também tenho ideias sobre os fatores, que levam a esta diferença, mas muito mais do que manifestar opiniões, seria importante realizar um estudo sério que apontasse para as causas desta diferença.  Esse estudo para ser completo deveria incluir para além da avaliação global, entre outros dados, uma análise por escalão e género, realizada não a partir de 2009, mas de 2004, que penso ser o ano em que este modelo competitivo entrou em vigor. Nesse estudo também conviria fazer o levantamento global de todos os resultados e verificar, por exemplo, se atualmente há mais ou menos resultados equilibrados. Por escalão e género, quem tem tido ao longo dos anos resultados mais equilibrados. Esse estudo, que teria de avaliar um vasto conjunto de fatores, como por exemplo a competitividade, por escalão, que cada competição tem internamente no país. Talvez esse estudo nos permitisse compreender, por exemplo, porque é que desde 2004 o único escalão, que nunca conseguiu chegar à Divisão A foram os Sub-18 masculinos.

Tabela - Realizar um estudo sério

 

 

 


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